Como usar este manual
- Abra no bloco de perguntas da faixa etária do paciente
- Faça as perguntas durante a consulta — comece pelas 5 essenciais
- Use o Semáforo de Conduta ao final para decidir o próximo passo
- Registre no modelo da última seção
O que este manual faz: rastreia sinais de TEA e TDAH com perguntas estruturadas por domínio clínico.
O que este manual não faz: não fecha diagnóstico, não substitui avaliação multidisciplinar, não orienta laudo.
A Anamnese como Instrumento Principal
Em transtornos do neurodesenvolvimento, a clínica está no relato — não no tônus, nos reflexos ou no exame físico. A anamnese não é formalidade: é o instrumento diagnóstico principal.
As perguntas deste manual existem para que você colete informação clínica de qualidade em vinte minutos — não para preencher um formulário.
Rastrear ≠ Diagnosticar
| Rastrear (este manual) | Diagnosticar (próximo nível) |
| Identificar sinais de alerta | Confirmar com critérios formais (DSM-5) |
| Organizar a suspeita clínica | Escrever laudo funcional |
| Decidir encaminhar ou acompanhar | Comunicar diagnóstico à família |
| Documentar o rastreio | Montar plano terapêutico |
Sinais de Alerta por Faixa Etária
Antes de abrir as perguntas, verifique se algum destes sinais está presente:
Lactente (6–18 meses)
- Não responde ao nome quando chamado
- Pouco ou nenhum contato visual espontâneo
- Não aponta para mostrar ou pedir
- Ausência de balbucio social
- Não imita gestos simples (dar tchau, bater palma)
Pré-escolar (18 meses – 4 anos)
- Atraso ou regressão da fala
- Não compartilha interesse (não traz objetos para mostrar)
- Brincadeira repetitiva sem função simbólica
- Dificuldade com mudanças de rotina desproporcional à idade
- Isola-se de outras crianças
Escolar (4–8 anos)
- Dificuldade persistente em manter amizades
- Interesses intensos e restritos
- Dificuldade de organização e planejamento incompatível com a idade
- Não consegue esperar a vez ou interrompe sistematicamente
- Desempenho escolar oscilante sem causa aparente
O Critério do Prejuízo
Para ter T de Transtorno, precisa ter P de Prejuízo.
Perguntas sobre prejuízo funcional são tão decisivas quanto perguntas sobre sintomas.
| Sintoma | Prejuízo | Conduta |
| Presente | Ausente | Variação do desenvolvimento. Acompanhar. |
| Presente | Presente | Sinal de alerta clínico. Investigar. |
As Cinco Perguntas Essenciais
Independente do tempo de consulta, estas cinco perguntas não podem faltar:
1
"Quando você chama o nome dele/dela, o que acontece?"
O que revela: Responsividade social. Crianças com TEA frequentemente não respondem ao nome mesmo com audição preservada. Resposta inconsistente é tão relevante quanto ausência de resposta.
2
"Como ele/ela brinca quando está sozinho(a)? E com outras crianças?"
O que revela: Qualidade da brincadeira — presença ou ausência de jogo simbólico. Alinhar fileiras de objetos e girar rodas é diferente de brincar de "fazer de conta".
3
"Ele/ela aponta para mostrar algo que achou interessante — não para pedir, mas para compartilhar?"
O que revela: Atenção compartilhada — um dos marcadores mais precoces e sensíveis. Apontar para pedir (protoimperativo) é diferente de apontar para mostrar (protodeclarativo). O segundo é o que interessa clinicamente.
4
"Como ele/ela reage quando a rotina muda — por exemplo, mudar o caminho da escola ou trocar a ordem do banho?"
O que revela: Inflexibilidade cognitiva e necessidade de previsibilidade. Respostas como "ele surta", "ela chora muito", "precisa ser tudo igual" merecem investigação.
5
"Isso que você está descrevendo — está atrapalhando a vida dele/dela no dia a dia? Em casa? Na escola? Com os amigos?"
O que revela: Prejuízo funcional — o critério que transforma suspeita em indicação de avaliação. Sem prejuízo, o quadro é variação do desenvolvimento.
Comunicação — Além da Fala
"Ele/ela olha para você quando quer alguma coisa — ou pega a sua mão e leva até o objeto?"
O que observar: Uso do adulto como ferramenta (pegar a mão e levar) versus comunicação intencional (olhar, apontar, vocalizar).
"Quando você fala com ele/ela, ele/ela entende? Segue instruções simples como 'pega o sapato e traz aqui'?"
O que observar: Compreensão receptiva — pode estar preservada mesmo com atraso expressivo, ou comprometida mesmo com fala presente.
"Ele/ela usa palavras para pedir ou para conversar? Ou repete frases que ouviu — da TV, de músicas, de você?"
O que observar: Ecolalia versus linguagem funcional. Ecolalia pode ser imediata ou tardia, e nem sempre é patológica — o contexto de uso importa.
"Quando ele/ela quer te contar algo, como faz? Usa gestos? Expressões faciais? Ou fica frustrado(a)?"
O que observar: Comunicação não verbal compensatória. Crianças típicas com atraso de fala compensam com gestos; crianças com TEA frequentemente não.
⚠️ Atenção clínica: Atraso de fala isolado ≠ TEA. O que diferencia é o comprometimento da comunicação como um todo — verbal, gestual, facial, social.
Interação Social — Além do Contato Visual
"Quando ele/ela faz algo que acha legal — um desenho, uma torre — ele/ela te mostra? Quer que você veja?"
O que observar: Compartilhamento de interesse. Crianças com TEA frequentemente fazem atividades em paralelo, sem buscar compartilhar.
"Na escola ou no parquinho, ele/ela procura outras crianças para brincar? Ou fica mais sozinho(a)?"
O que observar: Interesse social ativo versus passivo. Algumas crianças ficam perto de grupos mas não interagem.
"Ele/ela imita o que as outras crianças fazem? Copia brincadeiras, gestos, expressões?"
O que observar: Capacidade de imitação social — precursor de aprendizagem social. Déficit de imitação é marcador precoce de TEA.
"Quando outra criança chora ou se machuca, como ele/ela reage?"
O que observar: Empatia e leitura emocional. Ausência de resposta é relevante — mas algumas crianças com TEA demonstram angústia com choro alheio (hipersensibilidade), o que também é dado clínico.
"Ele/ela consegue esperar a vez em jogos? Aceita perder?"
O que observar: Reciprocidade em turnos e tolerância à frustração social.
Comportamentos Repetitivos e Interesses Restritos
"Tem alguma coisa que ele/ela faz sempre igual — um movimento, um som, uma sequência?"
O que observar: Estereotipias motoras (flapping, balançar, girar), vocais ou sequências rígidas.
"Ele/ela tem algum interesse muito forte — mais forte do que o que você vê em outras crianças da mesma idade?"
O que observar: Intensidade e exclusividade do interesse. O marcador não é o tema, é a fixação e o prejuízo que gera.
"Ele/ela organiza brinquedos de um jeito específico — em fileira, por cor, por tamanho? E se alguém desarruma?"
O que observar: Necessidade de organização rígida e reação a interferência no padrão.
"Ele/ela tem sensibilidade a barulho, textura de roupa, cheiro de comida — algo que incomoda mais do que o esperado?"
O que observar: Alterações sensoriais — hiper ou hiporreatividade. Podem impactar alimentação, vestuário, ambiente escolar.
⚠️ Típico vs. Clínico: A criança típica também pode ter interesses intensos e preferências sensoriais. A pergunta-chave: a intensidade interfere no funcionamento? Se sim, é dado clínico.
A Pergunta do Prejuízo
Para cada domínio investigado, feche com:
"Isso que você está me contando — está atrapalhando ele/ela em alguma área? Na escola? Em casa? Nas amizades? No sono? Na alimentação?"
| Resposta dos pais | Conduta |
| "Não atrapalha, é só jeito dele" | Variação do desenvolvimento. Orientar e reavaliar em retorno. |
| "Na escola reclama, mas em casa é tranquilo" | Sinal de alerta — contexto escolar pode revelar dificuldade que casa compensa. Investigar. |
| "Atrapalha em tudo — casa, escola, amigos" | Prejuízo funcional claro. Indicação de avaliação especializada. |
Cenários Clínicos — TEA
Cenário A: Suspeita forte, pais não perceberam
Quando o médico já tem suspeita e os pais estão minimizando. Não confrontar. Usar as perguntas para que os próprios pais descrevam os comportamentos.
"Você me contou que ele não responde ao nome, que brinca sempre da mesma forma e que tem dificuldade com mudanças. Esses são sinais que merecem atenção clínica. Isso não significa que ele tem um diagnóstico — significa que vale a pena investigar com mais profundidade."
Cenário B: Pais chegam com "diagnóstico" prévio
Quando a família chegou com informação da internet ou de outro serviço sem laudo formal. Validar a preocupação, retomar o controle clínico.
"Entendo que vocês estão preocupados e que pesquisaram bastante. Vou fazer uma avaliação estruturada aqui no consultório para termos uma base clínica sólida — independente do que vocês já ouviram."
As Cinco Perguntas Essenciais
1
"Ele/ela consegue prestar atenção numa atividade que não escolheu — por exemplo, na aula, numa conversa, numa tarefa de casa?"
O que revela: Desatenção em contexto dirigido. Crianças com TDAH mantêm atenção em atividades de interesse mas não em tarefas impostas. Isso não descarta TDAH — confirma.
2
"Ele/ela consegue ficar sentado(a) quando a situação pede? Na sala de aula, no restaurante, na espera do consultório?"
O que revela: Hiperatividade motora — mexer-se na cadeira, levantar, correr em momentos inadequados, dificuldade de esperar.
3
"Ele/ela fala ou age antes de pensar? Interrompe, responde antes de ouvir a pergunta toda, faz coisas impulsivas?"
O que revela: Impulsividade — interrupção verbal, dificuldade de esperar a vez, decisões sem avaliação de consequência.
4
"Isso acontece só em casa? Só na escola? Ou nos dois lugares?"
O que revela: Persistência transituacional — critério fundamental do DSM-5. TDAH se manifesta em mais de um contexto.
5
"Há quanto tempo isso acontece? Sempre foi assim ou começou em algum momento?"
O que revela: Persistência temporal. Sintomas presentes há pelo menos 6 meses com início antes dos 12 anos. Início recente sugere outra causa.
Desatenção — Normal ou Clínica?
"Ele/ela perde material escolar com frequência? Esquece de levar coisas, de entregar tarefas?"
O que observar: Padrão de esquecimento que impacta rotina, não episódio isolado.
"Ele/ela começa atividades e não termina? Pula de uma coisa para outra?"
O que observar: Dificuldade de sustentação da atenção — não é falta de interesse, é incapacidade de manter o foco mesmo quando quer.
"Quando você dá uma instrução com dois ou três passos, ele/ela consegue seguir? Ou esquece no meio?"
O que observar: Memória de trabalho — frequentemente comprometida no TDAH.
"Ele/ela se distrai com coisas que as outras crianças nem percebem — um barulho na rua, alguém passando?"
O que observar: Distractibilidade aumentada — estímulos irrelevantes capturam a atenção.
TDAH na Menina
A apresentação feminina do TDAH é predominantemente desatenta e internalizante. O rastreio padrão focado em hiperatividade frequentemente falha.
"Ela parece 'no mundo da lua'? A professora diz que é 'sonhadora' ou 'quieta demais'?"
O que observar: Desatenção internalizada — sem hiperatividade visível, mas com prejuízo acadêmico e social.
"Ela demora muito mais do que o esperado para fazer tarefas simples?"
O que observar: Lentidão de processamento como compensação — gasta muito mais energia para manter o foco.
"Ela é muito organizada em algumas coisas e completamente caótica em outras?"
O que observar: Compensação seletiva — estratégias que mascaram o TDAH em áreas controláveis.
"Ela fica ansiosa ou frustrada com frequência? Chora com facilidade diante de tarefas?"
O que observar: Meninas com TDAH têm taxas mais altas de ansiedade e sintomas depressivos.
Hiperatividade ou Temperamento?
"Ele/ela sempre foi assim — desde bebê — ou isso mudou em algum momento?"
O que observar: TDAH é constitucional; início recente sugere causas ambientais.
"Isso acontece em todos os ambientes — em casa, na escola, na casa de avós — ou só em alguns?"
O que observar: Temperamento difícil pode ser contextual; TDAH é transituacional.
"Ele/ela consegue se acalmar depois de se agitar, ou precisa de muita ajuda externa para parar?"
O que observar: Dificuldade de autorregulação — indicativo de TDAH quando combinado com outros sinais.
Contexto: Escola, Casa e Sono
Escola
"A professora já chamou atenção sobre o comportamento? O que ela disse exatamente?"
O que observar: Relato da escola é dado clínico fundamental. Pedir relatório quando possível.
"As notas dele/dela oscilam muito — ou são consistentemente baixas?"
O que observar: Inconsistência é mais típica de TDAH do que desempenho uniformemente baixo.
Sono
"Ele/ela tem dificuldade para dormir? Demora para pegar no sono? Acorda muito?"
O que observar: Distúrbios de sono podem mimetizar e agravar TDAH. Sono ruim + desatenção pode ser só sono. Investigar antes de concluir TDAH.
TDAH ou Ansiedade?
| Pergunta | TDAH | Ansiedade |
| "Não presta atenção porque se distrai ou porque está preocupado(a)?" |
Distrai-se com estímulos externos |
Pensamentos intrusivos, preocupação |
| "Inquieto(a) porque tem energia demais ou porque está nervoso(a)?" |
Energia motora constante |
Agitação situacional, ligada a gatilhos |
| "Evita tarefas porque são chatas ou porque tem medo de errar?" |
Evitação por tédio |
Evitação por medo de falha |
| "Acontece o tempo todo ou piora em certas situações?" |
Constante, transituacional |
Piora com gatilhos |
⚠️ Atenção: TDAH e ansiedade coexistem em 25–40% dos casos. Se ambos parecem presentes, registrar e encaminhar para avaliação completa — não tentar separar artificialmente.
TEA + TDAH Juntos
Quando as duas suspeitas aparecem simultaneamente:
Comece pelo TEA. O rastreio de TEA é mais específico e muda a conduta.
Sequência recomendada:
- Aplique as 5 perguntas essenciais de TEA
- Se sinais presentes → complete o rastreio de TEA inteiro
- Depois, aplique as 5 perguntas essenciais de TDAH separadamente
- Documente os dois rastreios independentemente
- Encaminhe com ambas as hipóteses documentadas
Comorbidades — Rastreio Rápido
Sem estender a consulta, inclua quando relevante:
Ansiedade: "Ele/ela evita situações novas? Tem medos que parecem exagerados para a idade?"
Oposição: "Ele/ela desafia regras intencionalmente? Fica irritado com frequência?"
Aprendizagem: "Na escola, acompanha em leitura e matemática — no mesmo nível da turma?"
Sensorial: "Tem alguma coisa que evita muito — barulho, textura, cheiro, movimento?"
A Criança de Dois Anos que Não Fala
A situação mais frequente e mais ansiogênica. Perguntas prioritárias para 18–30 meses:
"Ele/ela aponta para pedir? E para mostrar?"
Protodeclarativo ausente = sinal de alerta para TEA
"Ele/ela imita o que vocês fazem? Finge falar no telefone, dar comida para a boneca?"
Jogo simbólico ausente aos 24 meses = sinal de alerta
"Quando você pede 'dá o sapato', 'mostra o nariz', ele/ela entende?"
Compreensão preservada com atraso expressivo = mais provável atraso de fala isolado
"Ele/ela olha para onde você aponta?"
Atenção compartilhada ausente = marcador precoce de TEA
"Ele/ela brinca com as outras crianças ou fica mais isolado(a)?"
Interesse social aos 2 anos é dado clínico relevante
Se a criança não fala E não compensa com gestos, imitação e atenção compartilhada → o risco de TEA é significativamente maior do que atraso de fala isolado.
🟢 VERDE — Acompanhar
Nenhum sinal de alerta significativo OU sinais isolados sem prejuízo funcional.
- Orientar a família sobre marcos do desenvolvimento
- Agendar retorno em 3–6 meses para reavaliação
- Registrar: "Rastreio sem sinais de alerta. Reavaliação em ___."
🟡 AMARELO — Conduzir no Consultório
Sinais de alerta em 1–2 domínios, prejuízo leve, ou criança muito nova para rastreio conclusivo.
- Solicitar relatório escolar (quando aplicável)
- Aplicar instrumento padronizado (M-CHAT-R/F para <30 meses)
- Orientar estimulação direcionada
- Retorno em 30–60 dias para reaplicar perguntas
- Se sinais persistirem ou aumentarem na reavaliação → passa para 🔴
🔴 VERMELHO — Encaminhar
Sinais de alerta em múltiplos domínios E/OU prejuízo funcional claro E/OU regressão.
- Encaminhar para avaliação especializada
- Documentar achados do rastreio no encaminhamento
- Não esperar "para ver se melhora"
- Orientar: "Estou encaminhando para investigar, não para confirmar diagnóstico"
| Suspeita | Encaminhar para |
| TEA | Neuropediatra ou equipe multidisciplinar em TND |
| TDAH | Neuropediatra ou psiquiatra infantil |
| TEA + TDAH | Neuropediatra com experiência em TND |
🚨 VERMELHO URGENTE — Encaminhar Imediatamente
Regressão de habilidades (perda de fala, perda de habilidades sociais já adquiridas).
- Encaminhamento urgente para neuropediatra
- Considerar investigação neurológica (EEG, ressonância)
- Regressão é sinal de alarme — não esperar retorno
Como Usar em Consultas de Vinte Minutos
| Consulta | O que aplicar | Tempo |
| Consulta 1 |
5 perguntas essenciais + pergunta do prejuízo + semáforo |
~8 min |
| Retorno (se 🟡) |
Perguntas por domínio específico + revisão relatório escolar |
~12 min |
Adaptação por Faixa Etária
| Faixa | Foco | Informante | Instrumento |
| 6–18m | Marcos motores e sociais | Pais | Observação |
| 18–30m | Linguagem, atenção compartilhada | Pais | M-CHAT-R/F |
| 30m–5a | Brincadeira, interação, RRBs | Pais + escola | Relatório escolar |
| 5–8a | Desempenho, atenção, socialização | Pais + escola | Relatório + SNAP-IV |
A Consulta Difícil — Pais Resistentes
| Não fazer | Fazer |
| Insistir no diagnóstico sem dados | Usar as perguntas como ferramenta |
| Usar "autismo" ou "TDAH" prematuramente | Deixar que as respostas construam o quadro |
| Dizer "eu acho que ele tem..." | Nomear sem rótulo: "merecem atenção clínica" |
| Forçar encaminhamento na primeira consulta | Oferecer retorno como continuidade |
Perguntas para Consultas de Retorno
"Desde a última consulta, mudou alguma coisa no que conversamos?"
"A escola deu algum retorno novo?"
"Aquele comportamento — continua igual, melhorou ou piorou?"
"Vocês perceberam alguma coisa nova que não tinham reparado antes?"
RASTREIO CLÍNICO — MANUAL BALDIN
Data: ___/___/______
Paciente: _________________________________
Idade: ___ anos e ___ meses
Informante: ______________________________
MOTIVO DO RASTREIO: _____________________
SUSPEITA: [ ] TEA [ ] TDAH [ ] Ambos
══ RASTREIO TEA ══
Comunicação: [ ] Típico [ ] Alerta [ ] NA
Interação social: [ ] Típico [ ] Alerta [ ] NA
RRBs: [ ] Típico [ ] Alerta [ ] NA
Sensorial: [ ] Típico [ ] Alerta [ ] NA
Prejuízo funcional: [ ] Não [ ] Sim → ______
══ RASTREIO TDAH ══
Desatenção: [ ] Típico [ ] Alerta [ ] NA
Hiperatividade: [ ] Típico [ ] Alerta [ ] NA
Impulsividade: [ ] Típico [ ] Alerta [ ] NA
Transituacional: [ ] Não [ ] Sim → ______
Duração >6 meses: [ ] Não [ ] Sim
Sono: [ ] Típico [ ] Alterado
Prejuízo funcional: [ ] Não [ ] Sim → ______
══ DIFERENCIAIS ══
[ ] Ansiedade [ ] Sono [ ] Ambiente [ ] Outro: ___
══ SEMÁFORO ══
[ ] 🟢 ACOMPANHAR — retorno em ___
[ ] 🟡 CONDUZIR — retorno em ___, com: ___
[ ] 🔴 ENCAMINHAR — para: ___
[ ] 🚨 URGENTE — regressão identificada
Observações: ____________________________
_________________________________________
Orientações à família: ___________________
_________________________________________
Médico(a): ________________ CRM: ________