TRANSCRICAO - Encontro em Grupo | Mentoria aTempo (Dra. Karen Baldin) Gravado em 06/08/2026 19:05 - duracao 1h43min Transcrito por Aurora (Whisper large-v3 na GPU) ====================================================================== [00:00:00] E tenho tido bastante interesse nos pequenos, nas crianças pequenas. Então, é um nicho que eu tenho gostado muito. Tenho sentido muita satisfação de estar vendo ali. A gente vê que há muita necessidade. Então, isso tem sido bastante gratificante. [00:00:23] E eu queria fazer o Bailey agora na semana que vem, mas eles anularam. Acho que não tinha quórum. Fiquei meio frustradinho, assim. Mas, bom, no próximo. No próximo você faz, exatamente. Isso aí. E você está mudando a vida de muita gente, viu? Você vai ver nos próximos dois anos aí quanta coisa legal que vai acontecer. Porque você vai vendo essa criança voltar. [00:00:50] E ganhar ali habilidades, a família feliz e a construção ali do desenvolvimento deles, nossa, é muito gratificante. Eu me emociono todos os dias. É verdade, é verdade. Às vezes a gente vai ver a do Gelson, né? Eu encontrei com uma familiar dele que veio também com sintomas parecidos, uma menorzinha, né? E aí perguntamos e falaram, ele avançou bastante, né? [00:01:14] Então, acho que foi meu primeiro caso contigo na época, logo em abril, maio, quando eu comecei no ano passado. Muito grato. Obrigado. Eu que agradeço. Quem mais vai dar oi pra mim? Vamos falando aí, pessoal, pra gente dar um oizinho. Oi, doutora. Oi, doutora Tanise, tudo bem, minha querida? Tudo jóia. Estou aqui saindo um plantão aqui, que está meio corridinha. O plantão foi pesado ou foi tranquilo? [00:01:51] Não, foi tranquilo. Na unidade de cuidados intermediários. Eu sou neonatologista aqui em Goiânia. Reumato? Neonato. Ah, neonato. Ah, eu adoro neonato. Eu adoro ver bebezinho. Vamos lá. Doutora Fernanda, boa noite, querida. Tudo bem? Tudo bem. Boa noite a todos. Cadê? Doutor Sérgio, boa noite. Olá. [00:02:23] Enrolado com o computador aqui. Tá enrolado? Tá escutando? Tá conseguindo? Agora deu certo. Então tá bom. Trabalhou hoje? Opa, vendi uns casinhos lá no CAPS cada vez mais cabeludos. Compartilha mais com a gente esses casos, tá bom? Vai ser muito bom aprender com você também. É que assim, lá é mais adolescente. [00:02:50] Mas casinhos que você achar interessante, né, assim, pode trazer pra gente, tá bom? Às vezes só compartilhar, assim, ó, vou compartilhar um caso aqui que foi, eu fiquei impactado, olha, um caso assim assado. Tem alguns. Tá bom. Boa noite, doutora Dalila. Boa noite. Prazer tê-la aqui, querida. Obrigada. [00:03:29] Boa noite, doutora Ana Luíza Fernandes. Está por aí? Oi, Karen. Oi, turma. Eu estou de plantão hoje. É plantão na pediatria? Na UTI, Nel. Na UTI, Nel? Na UTI, Nel. De que cidade que você é mesmo? É Bom Jesus? Eu sou de Riace Santana, mas a UTI que eu coordeno é aqui em Bom Jesus da Lapa. É uma cidade até conhecida, a Romaria. Sim! [00:04:00] eu ia mandar foto olha, eu vi inclusive eu estou de 48 horas por isso, porque como eu não sou daqui, eu sou de Ria Santana aí o pessoal daqui quer folga, né, pra poder às vezes viajar, né, aproveita que é um período de feriado aqui aí eu estou quarta e quinta eita, nós, bom plantão pra você, minha querida obrigada deixa eu ver, boa noite doutora Karen, minha querida [00:04:30] Boa noite, gente. Tô saindo do plantão. Tá bom, maravilhosa. Que bom ter você aqui com a gente. É um prazer estar aqui com vocês. Boa noite, doutor Peterson, tá por aí? Eu acho que quem tá de usuário do Zoom é a doutora Maria Trinca, aquela danada. Olá, Karen, tudo bem? Tudo bem, Peterson? Tudo bem. [00:05:05] Não estou podendo abrir o vídeo aí porque estou em casa. Agora eu não estou pronto para ver vocês. Tranquilo. Bom ter você aqui hoje, viu? Não tem problema nenhum. E... [00:05:17] Então, vamos lá. Pessoal, então a gente vai começar a nossa noite falando um pouquinho com a Melissa. Alguns de vocês já conhecem ela, porque eu sempre a convido para a nossa imersão. Ela é representante do Cannabidiol, da marca Green Care. E é uma marca, eu dei esse espaço aqui para ela, não só porque eu adoro ela, mas porque é uma marca que eu gosto e confio muito, tá? [00:05:47] na farmácia aqui no Brasil, normal, né, então fica fácil da gente prescrever, e ele resolve muito dos meus problemas, tá? Então, vou passar a fala aqui pra Mel, ela vai se apresentar um pouquinho, e quem quiser falar com ela, tudo, aí me pede, né, o contato, tudo, pra ela ou visitar, levar os, eles têm uns educativos médicos, então aí ela informa. [00:06:16] quem é o representante que está na cidade de vocês, porque ela está mais aqui, mas aí ela faz a ponte para quem pode estar levando mais desse material, ensinando, ajudando vocês na prescrição e no acolhimento do paciente também. Mel, boa noite, querida. Obrigada por você estar aqui com a gente. Boa noite, doutora Karen. Boa noite a todos. Vocês estão me ouvindo? Sim, todo mundo. [00:06:45] Boa noite, gente. Obrigada, doutora Karen, pela apresentação. Me chamo Melissa, trabalho na indústria farmacêutica há 29 anos, desde 1997. Os últimos quase cinco anos na Green Care Pharma, que é uma indústria farmacêutica especializada em terapia canabinoide. Hoje, o mercado da indústria farmacêutica para terapia cannabis... [00:07:10] que vão facilitar os tratamentos e a adesão terapêutica cannabis dos pacientes que vocês têm, tem diferentes modelos, que são dois modelos, ou via regulação 660, onde o paciente é atendido por uma indústria, na verdade, não necessariamente uma indústria, pode ser uma importadora também, que o medicamento vem de fora do país, direto para a casa do paciente, ou quando o paciente compra diretamente nas farmácias. [00:07:37] no formato da Regulação 327, já com o receituário no momento da consulta, indo comprar na farmácia e recebendo suporte dessas empresas. Então, eu trabalho na Green Care Pharma. A Green Care Pharma, há mais ou menos quase três anos, já tem os medicamentos, o maior portfólio de terapia cannabis, em dispensação 327, nas farmácias no Brasil. [00:08:01] Doutora Karen, tem como colocar o visual dessas apresentações já aí no fundo de tela? Eu achei que você ia colocar. Ah, eu estava na rua e não consegui, não tinha entendido. Ah, peraí. Peraí que eu vou mandar para o Rafa, então. Tá bom. Eu vou conversando com o pessoal, se alguém também tiver alguma dúvida e eu puder contribuir daqui. [00:08:26] Até essa semana teve uma médica, não sei se ela está hoje aqui com a gente, que é a doutora Bruna, a doutora Karen, que ela entrou em contato comigo. Ela é de outro estado. Eu não a vi aqui, mas se a Bruna estiver aí, Bruna, você dá um oizinho para a gente. Mas se ela não estiver, só para vocês entenderem que a doutora Karen fez a apresentação inicial, porque mesmo de repente eu não estando na mesma cidade que vocês trabalham, eu consigo dar um suporte à distância. [00:08:55] Hoje a Green Care Pharma, além de ter os medicamentos na dispensação das redes, ela também tem o suporte dos consultores. Eu sou uma das profissionais funcionárias da Green Care. Que a gente consegue tanto auxiliar vocês médicos com a parte científica, a parte de conhecimento, falando um pouquinho dos diferentes tipos de tratamento que nós temos. São seis apresentações com três concentrações. E também dando suporte para essa família. [00:09:23] que muitas vezes eu imagino que todos vocês tratem crianças, né? E aí a gente vai dar o suporte para o familiar, seja um pai, uma mãe, ou quem cuidar da compra do tratamento, informando o que eles precisam saber, o tempo que vai durar o frasco, na apresentação que foi prescrita, qual a melhor forma dessa família está adquirindo, porque a gente consegue, hoje, semanalmente, saber onde tem o melhor estoque, onde tem o melhor preço, isso para os familiares, para os pacientes, né? [00:09:52] E vocês com relação ao conteúdo de informação para a melhor escolha da terapêutica, né? Porque como nós temos três concentrações e hoje são diferentes perfis de pacientes, né? Às vezes um paciente até é uma apresentação diferente de outro, né? Não necessariamente vai ser utilizada a mesma concentração. Então depende muito da necessidade que vocês terão. Ô Mel, do tempo que você trabalha com o cannabis, [00:10:20] Qual a demanda de pacientes? Dor crônica, demência, autismo, o que chega aí para você, se você falasse assim, porcentagem, de tantos porcentos de todos os meus pacientes é isso, outro aquilo, o que você colocaria? Hoje, a gente começou a trabalhar com terapia cannabis no Brasil em 2014, né? Em 2017, a Green Care começou a trazer uma apresentação importada dos Estados Unidos, né? [00:10:49] E hoje a gente já tem esse cenário com as seis apresentações que são importadas da Colômbia, já dispensando nas farmácias no nosso país. Então hoje, pensando num cenário atual, como o TEA, ele cresce absurdamente, né? A gente percebe que aí em torno de 70% dos pacientes são TEA, são transtorno espectro autista. Nesses outros 30%, a gente fala em torno de 20% dor. [00:11:16] E a diferença para as outras indicações. Porque quando a gente imagina que a terapia cannabis começou no cenário do nosso país por conta da epilepsia e doenças raras, né? Doutora Karen, você pode até reforçar isso melhor ainda, né? Porque quando eu comecei a te visitar, você já prescrevia a terapia cannabis importada de fora do país, porque não tinha ainda. [00:11:39] Nenhuma empresa que trabalhasse com as apresentações. Eu prescrevia também aquela artesanal da Abrafe. Tá, da associação, né? Isso. É até legal depois você até comparar daquela época para hoje, para a atualidade, a evolução que teve não só das apresentações, mas principalmente também com relação a coisas muito, muito importantes. [00:12:06] Para vocês médicos, que é a aprovação da Anvisa, que isso é um detalhe crucial, que isso impacta diretamente na qualidade do produto, né? Porque quando a gente fala de importadoras, aí tem diferentes modelos de trabalho, né, doutora Karen? E o seu produto, ele vem de onde? De onde que é? A Cannabis? A Cannabis vem da... As apresentações da Green Care vêm da Colômbia, importados, são fabricados lá. [00:12:34] Com todos os selos, porque assim, grande parte das empresas não tem o selo de boas práticas, que é o CBPF. Esse selo, juntamente com a Anvisa, garante a qualidade 100% dos medicamentos. Porque a Anvisa é o órgão no nosso país que permite a comercialização dos medicamentos. Tanto os de regulação 327 na farmácia, como os de regulação 660 importados vindo de fora do país. [00:13:02] Então o seu produto, mesmo aquele que está na farmácia aqui do Brasil, ele não é produzido aqui dentro do Brasil? Não, ele é fabricado fora, ele é importado. Certo. E aí você tem... Então vou colocar os produtos. Aí você tem o isolado na farmácia, que é o de 23, e você tem o full, que é o extrato. Vou colocar para você explicar para eles. E, gente, é prescrição branca. Antes era... [00:13:28] azul, controlada, agora é branca em duas vias, ou então escrito, receituário de controle especial, coloca o seu CPF e o CPF do paciente. Isso, ficou bem mais fácil agora, né? A gente teve essa mudança no início de maio, foi quando a Anvisa identificou que a terapia cannabis, ela é uma possibilidade terapêutica fitoterápica. [00:13:56] que pôde dar um passo para trás, no bom sentido, né? Tirar de um receituário colorido, controlado, para um receituário branco, controlado, carbonado. Isso é uma evolução, né? É um passo que a gente fala, entre aspas, para trás, porque, assim, qualquer medicamento hoje, quando a gente vê alguns medicamentos que colocam em xeque algumas questões como efeitos colaterais, segurança, que vocês lidam com crianças, a dificuldade sempre é de aumentar, né? No aspecto. [00:14:25] E a terapia cannabis, ela deu um passo à frente com relação à segurança, que é o receitório deixar de ser o azul B para o controlado branco, em maio desse ano. Vocês estão vendo aí o slide? Estão vendo o slide, né? Tá bom. Então, vamos lá. Eu não tô vendo o slide, doutora, mas eu vou começar falando da apresentação cannabidiol 23, pode ser? Você não tá vendo o slide? Não. Ah, porque você tá no celular, tá bom. [00:15:00] Ah, isso mesmo, isso mesmo. Tá bom. Então, a apresentação Green Care, carabidiol 23,75, ela tem concentração com 10 ml e 30 ml. Todas as três apresentações que vocês estão visualizando são com as duas possibilidades de compra para o paciente, com 300 gotas, que é o de 10 ml, ou com 900 gotas, que é o de 30 ml, porque ele faz 30 gotas por ml. [00:15:28] Nessa apresentação de 23,75, a gente documenta 0,8 dessa concentração de CBD, que a planta cannabis ativa, imagina que tem mais, a doutora Karin pode até me complementar com alguma outra informação, que tem mais de 500 fitocannabinoides. O cannabidiol é um deles e o THC é um outro fitocannabinoide, mas tem mais. [00:15:54] 400 e tantos fitocannabinoides, que vão ser o que vai causar o efeito multimodal da planta. Como benefício, por exemplo, num paciente do transtorno do espectro autista, que tem N fatores que envolvem, não só o comportamento, muitas vezes fala, em alguns casos com outras doenças associadas à espasticidade, questão da qualidade do sono, dentre outras que vocês como médicos sabem. [00:16:22] Então, a gente tem no Cannabidiol 23,75 uma apresentação onde a empresa documenta a questão do Cannabidiol, mas ele tem um traço do THC. [00:16:33] Como ele não é mensurado, a gente não vai adiante com as outras informações. Pessoal, esse de 23,75, eu prescrevo ele como um isolado. Por quê? Porque ele tem um traço de THC, é muito pouco. Tanto que a Anvisa está vendendo ele como canabidiol. Senão vocês não estavam lendo lá canabidiol, vocês iam estar lendo canábis. Porque canábis é a planta toda, canabidiol é o isolado. [00:16:57] Então, assim, saiba que o 2375 tem um traço THC. E agora eu vou abrir do fundo do meu coração. É justamente pelo traço que eu prescrevo ele. Ele é melhor do que um isolado por causa do traço, tá? E aí, outra coisa. Mel, fala mais ou menos pra gente o valor de 10 ml e o valor do de 30 ml, esse de 23. Perfeito. O de 10 ml é em torno de... [00:17:23] Vou falar um preço sem desconto nenhum só para vocês terem uma ideia. Em torno de R$ 150,00. Mas hoje as farmácias têm muitos descontos. Então, aí entra a Melissa na consultoria para a família, dando a questão do acesso às informações completas na região que a família está. Por exemplo, vocês... A doutora Karen, que também faz telemedicina, né, doutora? Está em Santos. Mas se, por exemplo, ela está atendendo um paciente que está no Paraná... [00:17:51] Eu consigo verificar para esse paciente a possibilidade de compra mais interessante de custo-benefício, com estoque, melhor preço. É esse o meu trabalho para a família, né? Toda a parte de anamnese, informações sobre o medicamento, aí é com o médico e a gente nunca entra. A única informação que a gente complementa é, se o paciente precisa saber, o tempo de duração do frasco na posologia prescrita. [00:18:15] Que aí eu consigo informar, o de 10 ml vai durar tanto tempo e o de 30 ml vai durar tanto tempo. A família, dentro da orientação que recebeu de vocês, vai estar fazendo a aquisição. Tá, então o de 10 ml está mais ou menos uns 140, é isso? Isso, aí com desconto ele chega a custar 110, 120, depende da região e do local onde a gente vai estar oferecendo para o paciente ser atendido. Pronto. Agora fala um pouco do extrato de 79.14. [00:18:45] Só posso complementar, doutora? Essa apresentação, esse preço é para apresentação de 10 ml. A apresentação com 30 ml, a gente pensa que 10 ml é um terço da apresentação com 30, então o preço é equivalente. Então, em torno de 360, mas dependendo da região, a gente tem a 320, 330, depende muito da região que o paciente está, a gente consegue dar esse suporte, oferecendo o melhor custo-benefício. O extrato, [00:19:13] 79,14. Então, o extrato de cannabis ativa Green Care, como a doutora colocou, né? Cannabis já dá a menção pra vocês da planta completa. O extrato, ele é exatamente isso. Ele é o cannabidiol mais o THC, mais todas as outras partes da planta, porque ele é realmente a planta completa. Deixa eu falar um pouco. Então, assim, gente, cannabidiol... [00:19:41] É CBD isolado, só aquilo. Então, imagina, você pega a planta inteira e extrai só o CBD e joga ela fora, tá? Então, é o primeirinho ali de 23, basicamente. Já quando a gente fala extrato, pegou a planta inteira. Então, não só os canabinoides. Canabinoide tem canabidiol, THC, que é tetraidrocannabinol, tem o tetraidrocannabidivarina, tem canabicromeno, tem canabinol. [00:20:10] São mais de 200 canabinoides. Aí fora isso, tem os flavonoides, que é o que dá cheiro, que dá sabor, que dá tudo da planta. Então quando você sente assim, hum, que cheiro gostoso de dama da noite, você tá falando dos terpenos e dos flavonoides, que é o que dá essa essência. E isso também tem um efeito medicinal, tá? Então o extrato, pensa aí, pegou a planta inteira, fez um sucão lá. [00:20:40] E aí ele consegue, como ele tem o grau farmacêutico, ele consegue medir exatamente, né? Olha, tem tantos por cento de CBD, tem tantos por cento de THC, tem tanto disso, tanto daquilo. O que é completamente diferente quando você prescreve um artesanal. Doutor, eu não consigo ter dinheiro para comprar o extrato de cannabis da Green Care, mas eu tenho dinheiro para comprar o óleo de flor de lotus. [00:21:07] que tá vendendo ali, que o preço é mais barato e é o canabidiol artesanal. Então, aí o problema é que não consegue fazer essa quantificação exata e nem consegue o grau de pureza, tá? Então, às vezes, gente, assim, não colocando medo em vocês, mas é a responsabilidade do prescritor. Às vezes pode vir com fungo. [00:21:31] fungo que estava na planta. E aí você prescreveu para um paciente imunodeprimido, ele faz uma sepse fúngica, entende? Então a gente tem que ter muita responsabilidade, principalmente se a gente está prescrevendo para criança, principalmente se é uma não verbal, que não vai conseguir falar o que ela sente, tá bom? E aí, dando sequência com a apresentação extrato, o extrato ele tem no frasco... [00:21:59] Desses 79,14, 47,5 miligramas por ml é de canabidiol. A diferença para o 79,14, 1,8 é de THC. Nós, como empresa séria científica, a gente tem o detalhe do detalhe para informar vocês. No momento que vocês precisarem, a doutora Karen sabe, sempre que ela precisa, ainda que não seja da área da saúde. [00:22:24] Se eu precisar, eu coloco a área médica em contato com vocês também, tá? Mas, por exemplo, a gente consegue informar para vocês quanto que a gente oferece no produto por gota. Isso quase nenhuma empresa tem essa informação, porque isso é uma questão tecnológica mesmo, né? E aí, o canabidiol, o extrato, perdão, 79,14, desse CBD 47,5 do frasco, 1,6 miligramas por ml é de CBD. [00:22:52] E por gotinha de THC 0,06. Que aí vocês conseguem também entender depois a quantidade ideal para os diferentes perfis de pacientes. E o último produto, que é o 160,32, gente, esse daí, como ele tem mais THC, ele é receita amarela. Então, de verdade, ele já foge um pouquinho mais. [00:23:17] da prática do que a gente treina aqui, tá? Ele é maravilhoso, mas ele já é um pouquinho acima. Então, para quem vai começar, vai ganhar mão, você vai ganhar mão no 23 e no 79. Então, a gente para por aqui. Agora, eu vou dar uns exemplos para vocês, tá? Criança de 3 anos de idade... [00:23:41] é autista e tá muito agitada, muito rígida, faz toda a terapia, a família sabe manejar e tal. E você quer entrar com alguma coisa? Esse alguma coisa, pra mim, é o canabidiol 23. Começa o pouco, tal, eu quero dar uma melhorada ali na rigidez pro terapeuta conseguir trabalhar melhor. É esse 23, tá? Principalmente criança virgem de tudo, vocês sabem que eu não vou entrar com resperidona nem que me... [00:24:11] Nada, eu não entro. Eu entro com esse daqui. Aí, o extrato de cannabis, eu já deixo pra uma criança que é mais grave mesmo. Por quê? Porque tem THC, entende? Então, THC, eu realmente não sou a pessoa que gosta, não, tá? Eu vou ir pro THC na criança que não tem histórico familiar de esquizofrenia. Eu não acho que ela é esquizofrênica, nada. [00:24:37] E é uma criança que realmente ou eu vou encher ela de antipsicótico e eu vou fazer mal pra ela de toda forma. Então eu falo, não, peraí, pra essa aqui eu vou entrar com o extrato sim. Então meu olhar pro extrato é uma criança um pouco mais grave, tá? E outra coisa, olha um caso. Eu tive um bebê que ele fez um AVC hemorrágico e ele fez... [00:25:03] uma hemorragia muito grande dentro do ventrículo. Ele fez hemoventrículo. Imagina, como fala, as meninges cheias de sangue. Se dói ou não dói. Ele chorava 24 horas por dia. 24 horas por dia. A gente na UTI fazendo analgesia e tacando fentanil e morfina e não sei o que. E o menino com choro, com choro. Gente do céu, tá? [00:25:31] Ele ser dado, eu consigo fazer ele parar de chorar. Mas eu preciso melhorar ele pra ele ir pra enfermaria e depois ir embora. Como é que faz? Eu tive a brilhante ideia de entrar com extrato de cannabis. Porque o THC é analgésico. E o menino com antiepilético. Claro que convulsionando até a tampa cheio de fármaco. Gente, acreditem em mim. Ele foi embora pra casa só com extrato de cannabis. Ele foi sem tomar um fenobarbital. [00:25:58] Uma de pirona, um valproato. Ele foi só com extrato. E outra, como ele tava muito espástico, porque ele ficou com muita lesão ali piramidal, o THC, ele é muito bom pra espasticidade, tá? Então, eu resolvi tudo assim com um fármaco só, que foi o extrato. Só pra vocês terem uma ideia aí, tá bom? Então, acho que, Mel, acho que era mais ou menos isso. Passa pro próximo extrato. Quer falar alguma coisa aqui desse? O próximo slide. [00:26:29] Eu não visualizo ele, deixa eu ver se eu acho. Ah, tá bom. Mas pode me falar, doutora, que eu fico daqui e vou dando sequência. Não, eu acho que era mais um slide que falava que todos têm na apresentação de 10h30, sem problema nenhum, que é aquele. O que já era bom ficou mais completo. Então, todos têm 10h30. [00:26:48] Tá bom, e o outro passo outro? É uma ideia de dose pra vocês, tá, pessoal? Ó, epilepsia, 5mg quilo dia. Autismo, 2,5mg quilo dia. Aí, né, a doutora Ana pediu um pouquinho de dose. Dor crônica, 10mg dia. Ansiedade, 25mg dia, tá? Dose máxima, ali, frequência de ajuste. Tudo que a gente começa, a gente começa abaixo. Start low and go with... [00:27:17] Low. E aí, para vocês terem uma noção, ansiedade. Então, meu paciente com TEA, ele pesa 20 quilos. Eu vou mirar para ele 25 miligramas de CBD, independente ali do peso. Eu vou pensar em 25 miligramas. Agora, volta no primeiro slide, por favor. A gente vai lá no primeiro. Só para vocês terem noção, de uma gota, [00:27:52] Olha lá, uma gota de 23 é 0,8, então pra chegar em 25 eu vou precisar de bastante gota. Mas se eu tiver no extrato de cannabis sativa da Green Care, uma gota eu tenho 1,4. Lembrando que CBD junto com THC, ele é sinérgico. Eu, com menos dose, eu consigo atingir o mesmo efeito que o CBD isolado, tá? Por causa da sinergia. [00:28:17] Já se eu fosse prescrever aquele que é da receita amarela, uma gota tem 3,2 miligrama, tá, pessoal? Então, para vocês terem uma ideia como é fácil, com uma calculadorinha ali, a gente resolve tudo. Mel, acho que era isso. Obrigada. [00:28:33] Eu que agradeço o convite e aí fico à disposição para auxiliar os seus colegas médicos, convidados que estão no curso contigo e dizer que a gente tem bastante informação na biblioteca online da Green Care que eu consigo fornecer para vocês pelo WhatsApp. Essa biblioteca tem uma fonte de informação que são só artigos científicos de todo mundo e tem uma outra forma também de estar se atualizando com os materiais que o próprio marketing junto com a parte médica [00:29:01] disponibiliza pra todos, tá bom? Então, querendo um artigo assim, Mel, manda pra mim um artigo em esclerose múltipla. Poxa, meu pai tá com demência, né? Queria mais informações e tal. Então, pode contar com ela. E tem essa rede de apoio médico também, tá? Então, tá bom. Obrigada, Mel. Eu que agradeço. Bom curso pra vocês e uma boa noite. Obrigada, doutora Cárida. Boa noite. Tchau, gente. Boa noite. Pessoal, agora... [00:29:31] a gente vai ter a honra de conhecer uma profissional muito maravilhosa, tá? Eu não a conheço pessoalmente, mas eu conheci o trabalho deles lá na ABNEP, que eu estive recentemente, e foi por isso que eu fiz esse convite, porque eu gostei do que a clínica deles tem e da qualidade de capacitação dos profissionais. Eu perguntei, foi a primeira coisa que eu quis perguntar, eu falei, se precisar, uma família que é lá do Maranhão. [00:30:00] e precisar de uma orientação, vocês conseguem? Ah, a gente consegue atender, sim, à distância. Então, isso é interessante para os meus mentorados. Outra coisa, eles estão, se não me engano, em São Paulo, né? Ela vai falar aí o endereço. E eles também, muitas vezes, a clínica tem interesse de conhecer médicos que atendem as crianças com transtorno de neurodesenvolvimento, para estar trabalhando ali junto, tá? [00:30:25] Então, gente, vocês vão conhecer a Marina, doutora Marina, ela é psicóloga, coordenadora da clínica Formari, ela é mestre em distúrbios do desenvolvimento pela faculdade de Mackenzie, ela é especialista em saúde mental da infância e da adolescência pela Unifesp, olha essa especialidade, em saúde mental da infância e da adolescência. [00:30:48] E ela é especialista em aba, entre outras muitas coisas. Mas aqui o que a gente quer saber é isso. Marina. [00:30:57] Então, fica a vontade de trocar ideia com eles. A maior parte deles são pediatras, outros são médicos clínicos gerais, tem neurologista de adulto, tem psiquiatra, psiquiatra de adulto da infância. Então, conte com o apoio deles, conte com o trabalho deles, né? Então, se conheçam e mostra aí um pouquinho do seu trabalho e da clínica pra gente, tá bom? Obrigada por aceitar o convite, Marisa. [00:31:26] Oi, Karen. Obrigada a você pelo convite. Foi inesperado, foi no dia, mas deu certo. Peço até desculpa que eu demorei um pouquinho para entrar, que estava terminando outra reunião, mas deu certo. Eu consigo compartilhar a tela? Consegue sim. Vou tentar compartilhar aqui. Está na palestra? Está sim. [00:31:53] Primeiro, como eu disse, obrigada por estar aqui. É uma trajetória de 25 anos trabalhando com autismo e outras neurodivergências. E amo muito o que eu faço. Acho que, sobretudo, escolhi minha profissão porque sempre gostei muito de criança, adolescente. E eu entendo que hoje se fala muito na aba contemporânea do atendimento humanizado, mas isso foi algo que eu, de verdade, sempre acreditei. Eu acho que... [00:32:20] Você está com uma pessoa que tem dificuldade para se comunicar, com uma família. A gente que trabalha com criança e adolescente, a gente nunca trabalha só com a criança ou só com o adolescente. A gente trabalha com todo o entorno e esse modelo de mandar a criança para a clínica e não trabalhar a família, a gente sabe que não funciona. Então, é um prazer estar aqui falando com vocês. Essa palestra não é específica para eu divulgar a clínica, mas é uma palestra que eu... [00:32:50] falo muito que é cuidar de quem cuida, como o tratamento individualizado e interdisciplinar pode transformar famílias e profissionais. E nessa palestra, eu vou resumindo, vou passar por dados de CID, essas coisas vou passar, porque vocês sabem melhor que eu, mas eu vou focar um pouquinho em como a gente trabalha, que eu acho que é o mais importante aqui para vocês nos conhecerem. A Formari nasce há nove anos atrás, foi pioneira no tratamento interdisciplinar. [00:33:19] Eu sempre atendi em consultório, atendia com a minha sócia, que é terapeuta ocupacional, e a gente começou a observar isso há 10 anos atrás, que as crianças, uma coisa tão óbvia, mas que a gente não tinha essa prática no Brasil ainda, que as crianças que eram atendidas por mim e por ela, elas evoluíam mais rápido, porque a gente trocava. Olha, estou fazendo isso, faz assim com ele, faz assado. [00:33:48] Em termos de questões comportamentais, eu tenho feito isso. Ah, então ela conseguiu otimizar a sessão dela. E aí surgiu a ideia. Falei, vamos abrir uma clínica de forma que a gente tenha várias especialidades e aí a gente vai conseguir atender todo mundo no mesmo lugar, mas mais do que isso. A gente vai ter um PEI individualizado, um programa de ensino individualizado, onde a gente vai ter um supervisor que vai ser o gestor clínico de todo esse ecossistema mesmo, que é atender uma criança e um adolescente. [00:34:18] e um jovem adulto ou adulto com TEA, se for o caso. Porque a gente tem que fazer orientação escolar, reunião com o médico, passar dado para médico. Muitos médicos só mudam a medicação se a gente passa frequência de problemas de comportamento ou não. A gente faz também toda a gestão clínica com a equipe. Então, é um trabalho vasto. Não fica ali naquela uma hora que você está com a criança. Ele é muito maior do que isso. [00:34:47] Então, a Formari surge há nove anos, ano que vem a gente faz uma década de atendimento, e ela surge numa casa, primeiro, no segundo ano a gente já tinha muita procura, fomos para a segunda casa, no quarto ano fomos procurar a terceira casa, falei, não, gente, não dá mais, vamos unificar, e a gente foi para esse prédio, que a gente está hoje, que é um prédio de seis andares, sete andares. [00:35:12] onde a gente tem mais de 15 especialidades. A gente fica na zona sul de São Paulo, na frente do aeroporto de Congonhas. Então, falando aqui um pouquinho, a gente tem todo... Eu não vou ler, tá, gente? Eu vou dar umas pinceladas só. A gente tem uma rede de apoio bem importante para trabalhar através da orientação parental, onde a gente consegue ser uma rede de apoio fundamental para essas famílias que vivem o estresse de ter uma criança neurotípica. [00:35:42] 100% do tempo, então a gente sabe o quanto que o estresse parental é diminuído através do nosso suporte. Muitas e muitas vezes nós somos a única rede de apoio dessa família, porque as pessoas se afastam, as pessoas não sabem lidar, as pessoas, sobretudo se criança ou adolescente ou adulto, TEA principalmente, tem problema de comportamento, as pessoas têm medo. [00:36:09] Então, a gente tem um olhar muito grande para essas famílias, né? Então, com isso a gente consegue reduzir o estresse parental, a gente consegue desenvolver habilidade e, principalmente, ensinar essa família a lidar com comportamento interferente, que é o que a gente chamava lá atrás de comportamento problema, né? Eu estou usando alguns termos técnicos, mas se tiver muito, vocês vão me falando, tá bom? Se não estiver entendendo, vai me falando. Então... [00:36:37] Isso é super importante, porque a gente tem esse olhar para a família, para o vínculo da criança com essa família e, principalmente, a gente tem um cuidado com os nossos profissionais. Então, a gente sabe o quanto é importante eles terem... [00:36:58] motivação no dia a dia, terem um sistema robusto ali de comunicação, a gente investe muito em tecnologia desde o dia zero, então hoje a gente tem um aplicativo próprio, a gente tem um sistema maravilhoso de comunicação de paciente, não sei se vocês conseguem ver, vocês estão vendo aqui minha tela? Está saindo da palestra? Vou dar uma palhetinha aqui para vocês. Aqui são todos os grupos que a gente tem, vou abrir aqui um grupo de um paciente. [00:37:27] Então, aqui a gente manda tudo. Ó, não está muito bem nessa sessão, está intolerante às demandas, apresentando choro, antecedente observável, está se jogando no chão com muita frequência. Notei que ele chegou assim na recepção e não veio ontem. A família informou alguma coisa? Então, assim, é o nível de cuidado desse ponto. Tem um comentário, tem nove visualizações. Aqui, o supervisor mandando data de entrega de protocolos. Aqui, um machucadinho no nariz. [00:37:55] Então, assim, a gente tem esse nível de cuidado, cada criança tem o seu drive, tá? Então, aqui é tudo extremamente organizado, tá? Então, a gente também aqui, o DAP é um programa de distúrbio alimentar pediátrico, a gente tem um programa incrível também, bem especializado, porque a gente sabe que a maioria dessas crianças tem seletividade alimentar. Então, a gente fez a avaliação, a intervenção que vai começar nessa área, os programas de ensino todos aqui, ó. [00:38:25] Todos aqui listados, os comportamentos interferentes, análise funcional, folha de registro, gráfico. Então, esse paciente é novo. Protocolo de conduta, né? Então, ó, protocolo de conduta antigo e o vigente. Então, aqui é um protocolo de conduta mais atualizado, 5, 65. Então, aqui, né, hipótese funcional. [00:38:51] Quais são os percursores? Então, é tudo muito individualizado. Estou mostrando aqui um prontuário, lógico, com todo o sigilo e cuidado. É um paciente que eu sempre mostro, que a família deixa eu mostrar. Inclusive, a gente tem a pasta física desse paciente lá na clínica com assinatura da família. Então, a gente tem esse nível de rigor científico. É tudo muito individualizado. Então, cada um tem seu protocolo de conduta. [00:39:20] com seus inadequados, o que que a gente vai fazer, a gente tem, ah, nem coloquei aí, eu sou formadora do PCM, não sei se já ouviram falar, o PCM é o, aquele curso internacional pra ser instrutor, pra você, eu dou curso pra ensinar as pessoas. É de manejo físico, de contenção, né? É, então a gente tem a clínica toda treinada também, então, assim, tô até mostrando aqui um pouquinho, [00:39:51] do que a gente faz, história social, tem uma dificuldade para ir no parque, no zoológico, a gente faz a história social, então é um trabalho realmente muito individualizado, e aí quando os médicos perguntam, mas nossa, vocês têm as horas diretas, que é a terapia A, B, C, D, o que são as horas indiretas? Mas não faz nada, eu falo, gente, sem as horas indiretas eu não consigo montar tudo isso, então eu preciso de horas indiretas. [00:40:18] para estudar o caso, analisar os dados, montar novas programações, fazer as reavaliações. Então, aqui um relatório de avaliação inicial. Então, tem a anamnese, tem aqui o VibMap, a gente só usa protocolo internacional, está vendo? Então, aqui nível 1, as habilidades, nível 2, nível de barreira. Então, o menino tem bastante barreira. [00:40:48] Esse é o relatório de TO, sempre com gráfico também. Relatório de Fono. Aqui é TO ainda. TO, TO. Relatório de Fono. A gente tem todas as áreas aqui. Eu tenho um coordenador de área, então eu tenho um coordenador de Fono, eu tenho um coordenador de TO, eu tenho um coordenador de psicomotricidade, um coordenador de educação física. Então, a criança tem um supervisor do caso dela. [00:41:16] E, além disso, as áreas têm as coordenações. Então, a gente está com um envelopamento clínico muito bacana mesmo, sabe? Em termos de estrutura. Porque, apesar da clínica ser grande em termos de estrutura, o trabalho é muito individualizado. O único convênio credenciado que a gente tem é o Mint. Então, não é uma clínica credenciada, nada contra, mas aqui é uma proposta realmente mais premium. [00:41:41] E aí a gente sempre manda as indicações terapêuticas, né? A partir da avaliação que é feita. Então, eu também não trabalho com pacote, tá? Que nem clínicas credenciadas. Então, a indicação terapêutica é de acordo com os dados obtidos na avaliação. Então, isso é importante falar também. Ele não tem um ano ainda aqui na clínica, mas tem as reavaliações, o relatório para consulta médica, tá vendo? Então, tá tudo super. [00:42:11] E aqui é todo o nosso grupo de comunicação. Está vendo? A gente vai conversando individualmente, sininhos. Então, é uma ferramenta que a gente tem assim, que ajuda muito a gente na gestão e a gente tem acesso às informações de pronto. Então, isso hoje em dia, a gente dá muito valor para esse tipo de dados. [00:42:40] Então, aqui na clínica, a gente trabalha com a ciência ABBA, que é o padrão ouro no tratamento de neurodivergência, em especial autismo. A gente não atende só autismo, tá, gente? A gente atende desde autismo, síndrome de Dow, síndrome de Prader-Willi, Angeman, síndromes raras. Também tem um núcleo muito interessante de terapia TCC, cognitivo-comportamental. [00:43:10] onde a gente atende casos de TDAH, depressão, ansiedade, TOC, TOD, não atendo border, tá? Border a gente faz avaliação neuropsia, a gente tem especialistas bem bacana, modéstia a parte, nossas avaliações de neuropsia são muito boas, e aí se for border a gente faz encaminhamento, tá? Então é um trabalho border ou alguma outra questão, psicopatia também, enfim. [00:43:39] Então, a gente também atende. Importante falar toda a parte de neurologia. Então, pacientes que tiveram AVC, pacientes que tiveram alguma paralisia, a gente também tem esse trabalho. Então, para todos esses serviços, o trabalho é sempre individualizado. Todos os profissionais são formados. Eu não coloco estagiário para atender. Eu falo que isso não deveria ser diferencial, mas é um diferencial. [00:44:06] Então, os atendimentos têm uma hora, que é um diferencial, e os atendimentos são individualizados, que também acaba sendo um diferencial por não ser isso que acontece no dia a dia. E aqui são os serviços que a gente oferece, são todos esses. A gente tem físio, tem integração assessorial, tem reforço escolar, tem musicoterapia, tem a pet terapia também, que é bem bacana. [00:44:33] E as avaliações são essas, né? Isso é importante falar para vocês. Quando vocês indicarem, sempre que possível, especificar que tipo de avaliação vocês querem. Não que a gente não saiba, tá? Mas é até para alinhar expectativas, porque muitas vezes vem pedido do médico, avaliação neuropsicológica, criança de 5 anos, criança não verbal, a criança nunca foi para a escola, a criança tem vários comportamentos subjetivos. [00:45:02] Obviamente, a gente tem os testes não verbais, protocolos padronizados para avaliar, mas com certeza vai dar DI. Com certeza. Então, que ao passo que se a gente fizer intervenção um ano, uma intervenção robusta, num lugar bacana, essa criança vai ter outro score. E aí você mexe com toda uma expectativa da família também em relação a essa criança. Então, é sempre importante a gente... [00:45:31] Eu sei que aí é uma área muito técnica nossa, mas eu acho que a avaliação interdisciplinar é bacana, porque daí a gente sempre vai avaliar a tríade, né? Fono, as básicas, fono, TO e psicologia. E, lógico, se a criança tiver alguma questão motora, a gente avalia a físio também. Não estou falando para vocês não indicarem a avaliação neuropsí, só para ter, assim, como... [00:45:56] A gente está conversando aqui abertamente para a gente pensar nisso em relação às indicações. E a gente tem esse programa de DAP, que é um programa muito redondo, que a gente está operando com profissionais especialistas nessa área, nutricionista. Inclusive, hoje eu estava falando com o Gastro, que ele vai treinar a nossa equipe também em relação a algumas etapas desse programa. Então, a gente tem sempre esse cuidado. Então, aqui falando um pouquinho da nossa estrutura. [00:46:26] A gente tem auditório para treinamento, para palestra. Cara, então isso é bem legal. Também, se você quiser usar lá, quero fazer um evento, vamos fazer um evento junto? Vamos chamar meus mentorados lá e a gente faz um coffee break, a gente faz um coquetel. Isso é super bacana. Eu sei que você é uma pessoa super empenhada aí na área e a gente pode combinar, nem cobra o custo nem nada para você. Eu acho que o trabalho que você está fazendo de... [00:46:53] É só de você estar disponibilizando o seu tempo, que não é só o tempo que você está aqui com eles, mas é o tempo de preparar e de ir atrás de tudo. E você poderia estar atendendo esse horário, se você está visando algo numa outra dimensão, é algo que a gente podendo apoiar, acho que faz total sentido. Todos os andares são temáticos, então é uma clínica que não tem cara de clínica, ela é muito gostosa. A gente separou as crianças por faixa etária também. [00:47:22] Então, cada andar tem uma faixa etária. A gente construiu uma mini academia, tem brinquedão, tem pilates, tem quadra, que era algo que a gente queria muito para eles. A gente construiu também a mini vila formare, sala de integração sensorial. Nessa mini vila, a gente consegue trabalhar com o ensino naturalístico, é bem bacana também. Aqui um pouquinho de mim, da minha sócia, que é a Silvia, que é terapeuta ocupacional. [00:47:51] Um pouco da nossa experiência. Já falei disso para vocês. Então, aqui mostrei o sistema para vocês. Falei da orientação parental. Expliquei também que cada caso tem a supervisão do caso, que faz todo o alinhamento clínico. [00:48:13] E uma coisa muito bacana que eu gosto sempre de mostrar, falar um pouquinho dos recursos visuais, tecnologia assistiva. Então, a gente tem, a gente usa bastante, a gente faz bastante adaptação de material para escolas também. Então, isso é importante. A gente tem mais de 30 ATs em escolas diferentes, onde eles têm treinamento semanal e individual, cada um deles. A gente também tem esse serviço. O AT pode tanto ser contratado... [00:48:40] Por nós, que é o que a maioria das famílias preferem, por conta de questões trabalhistas, ou a família fala, eu tenho um AT, só quero que vocês treinem eles. A gente também não tem problema nenhum em relação a esse formato. Então, provas adaptadas, histórias sociais para as crianças conseguirem enfrentar alguma dificuldade. Aqui é uma história social para uma criança tirar um passaporte. [00:49:06] que é uma situação super séria, tem todo aquele rigor de tirar o passaporte, Polícia Federal, enfim. Então, a gente foi treinando, desensibilizando, contando a historinha do que ia acontecer e deu super certo. E aqui é um pouco do exemplo do PEICA, o Programa de Ensino Individualizado Integrado. Por que integrado? Porque... [00:49:28] Aqui vocês vão ver que estão todas as áreas. Está muito pequenininho, mas aqui são as áreas psicologia, fono, psicopedagogia, TO. E aqui, do lado esquerdo, os objetivos. Então, os objetivos, alguns objetivos, eu trabalho em todas as áreas. Por exemplo, comunicação, CA. Eu não vou trabalhar só na fono, eu vou trabalhar em todas as áreas. Eu falo isso, parece óbvio, mas não é. E essa é a maior dificuldade. [00:49:55] Quando a criança faz, ou o paciente faz, for num lugar, teó em outro, gente, a criança não evolui. Eu não acredito nisso, porque era isso que eu fazia. E eu vi que não estava funcionando. Então, você ter todo mundo no mesmo lugar, conversando e trocando ali, como vocês viram no aplicativo, aquela coisa diária, é o que faz a diferença. E aqui eu trouxe dois casos de sucesso. [00:50:23] Aqui de um jovem autista de 14 anos, que ele chegou com alguns desafios bem importantes na clínica, ele apresentava dificuldade considerável em relação à comunicação e comportamentos inadequados em vários contextos sociais. A gente implementou um programa personalizado focado em habilidades sociais e reconhecimento dos contextos apropriados para ele não apresentar esse problema de comportamento. [00:50:53] Obviamente, a gente teve que trabalhar muito essa família para ela seguir o protocolo de conduta, fazer a mesma coisa que a gente estava fazendo na clínica. Tivemos que orientar a escola, tivemos que ir até a escola. Isso é o nosso dia a dia, isso não é uma exceção. Esse é o nosso dia a dia. Então, vocês veem aí o comportamento sendo distinguido e ele conseguindo se comunicar. [00:51:18] Esse caso aqui é um caso de um menino T, nível 3 de suporte, com DI, de 8 anos, que está na formare há 4 anos. Então, a primeira avaliação do VibMap. VibMap é um protocolo muito utilizado na nossa área, um protocolo de rastreio de habilidade. Então, aqui... Eles conhecem ou eu preciso explicar? Conhecem. Então, tá bom. Então, veja a evolução, né? Primeira avaliação em laranja, a segunda do meio. [00:51:47] O menino nível 3 de suporte DI evoluiu bastante em um ano de intervenção e aqui depois já de mais anos de intervenção. Então, é tudo mensurado. Isso é bem importante. A gente faz também bastante trabalho externo com eles, principalmente para os adultos autistas. Então, eu vou mostrar aqui um dos nossos pacientes na padaria, o mercado, fazendo o pedido do que ele queria comprar. [00:52:15] através da comunicação alternativa e ele usando a voz dele, e não a gente pedindo por ele, tá? Maravilhoso. Muito legal, né? A gente tem o maior orgulho deles, porque menino de 19 anos, nível 2, [00:53:06] conseguir comunicar, eu acho assim, a gente não está preocupada em alfabetizar, a gente está preocupada em fazer com que ele seja funcional. Então, isso é muito bacana. Aqui o projeto, novamente, é um projeto onde a gente trabalha, porque é o que acontece, o modelo de atendimento individual, a gente trabalha com mesa, mas a gente trabalha muito no dia a dia também com eles. [00:53:30] Nas coisas que têm que ser feitas. E como a clínica tem muitos espaços diferentes, academia, físio, tem brinquedão, tem refeitório, tem quadra, tem pet, é uma clínica muito dinâmica. Então, eles não ficam naquele modelo quatro horas por dia trancado numa sala. Não é isso. Mas, sobretudo, quando eles crescem, o que acontece? Eles ficam... A intervenção tem que mudar. A gente tem que... [00:53:57] Desde o começo, a gente vai preparando para a autonomia, mas é um momento que não dá mais para pensar em outra coisa que não seja a autonomia de fazer um lanche, de ir no mercado e saber escolher o que gosta, se for possível fazer a compra, passar um cartão. A gente tem vários pacientes que a gente ensina nesse meio. Troco, economia, tem planilha. Depende de como está cada um no desenvolvimento das habilidades. [00:54:25] E esse projeto, novamente, é um projeto para jovens e adolescentes. Adolescentes e adultos. Então, a maioria deles, nível 2, nível 3 de suporte, cada um com seu terapeuta, mas todos eles numa sala grande, uma sala que cabe ali, sei lá. [00:54:46] Uns 10 pacientes, então tem 10 pacientes, 10 terapeutas que é individualizado, eles têm o PEI deles, de cada um individualizado, e eles fazem em conjunto a mesma atividade, mas cada um com o seu terapeuta estimulando o que está no PEI. Então eles estão produzindo pão, eles estão produzindo doce, eles estão produzindo artesanato, eles estão vendendo isso, a gente abriu um e-commerce para eles, as mães estão participando disso com a gente. [00:55:15] Porque a gente já levou eles no poupatempo para tirar RG. Eles vão ter PIX. Alguns vão entender mais, outros menos. Mas a ideia é que eles estejam no mundo, fazendo o que as pessoas fazem. Então, esse vídeo aqui é um pouquinho sobre esse projeto. Um projeto que a gente começou esse ano e está dando super certo. E é muito legal. Então, eles têm psicopedagogia, mas não é aquela psicopedagogia para aprender. [00:56:59] A letra é uma coisa funcional. Então, eles têm que andar, eles têm que identificar as placas na rua. Eles têm que estar no shopping, eles têm que saber, querem ir no banheiro e reconhecer o símbolo. Sabe coisas básicas? Eles têm que saber que eles não podem pegar o WhatsApp e ficar mandando insistentemente, que nem eles fazem para a gente. A gente tem algumas regras. Então, não consegue escrever, mas consegue falar, ele pode usar o áudio. [00:57:25] Ah, não consigo falar, mas eu sei escrever, que é o caso daquele vídeo que eu mostrei daquele menino. Então, isso é bem bacana. Além disso, a gente, como eu falei para vocês, a gente é uma rede de apoio importante para a família. A gente montamos um espazinho para eles. Eles têm bastante sensibilidade, né? Então, eles cortam o cabelo aqui com a gente. Tem programa de dessensibilização. A gente também tem um programa de oftalmo mensal, onde a gente chama uma dentista, ela vem, faz a avaliação. [00:57:54] Já para a mãe não ter aquele transtorno de levar para o consultório, que já é um caos, já entra em crise, então eles estão no ambiente deles, a gente conta história social, o terapeuta está ali ajudando. A gente também faz muito, e funciona demais, as mães relatam muita dificuldade para fazer exame de sangue. Então, as mães mandam para virem fazer o exame de sangue, o laboratório vem fazer o exame de sangue aqui na clínica, e aí a gente ajuda. [00:58:21] com a desensibilização, com os terapeutas, com as histórias sociais. A gente já vai trabalhando isso com o cliente. Então, a gente tem esse olhar bem amplo mesmo. E, além disso, a gente tem esse acolhimento e esse carinho. Então, a gente comemora tudo com eles. Aqui é um pouco deles no carnaval, todos fantasiados e cada um na sua faixa etária. Comunicação alternativa aumentativa sempre aqui na quadra, o tempo todo, em todos os lugares e ambientes. [00:58:51] Estamos recebendo um pouco mais de bebês também agora. E também a gente tem aqui o podcast da Formare, onde eu trago alguns nomes para colegas da profissão que a gente discute e tem bastante contato para trazer temas diferentes. Então, a gente está no Spotify, na Deezer e no YouTube. Então, tem vários nomes aqui, vários temas que a gente... [00:59:19] Vai conversando e vai trazendo. Doutora, você está convidada, tá bom, Karen? Obrigada, que legal. Vamos marcar a próxima rodada que tiver, eu te aviso. Porque eu pego um dia e gravo o dia inteiro. E aí eu já fico para uns cinco ou seis meses, sabe? Mas eu te aviso quando tiver. Espero que vá, estão as agendas. E aqui é um pouco dos dados, né? A gente gosta de apresentar... [00:59:48] Todo mês, os posters de sucesso. Então, os casos clínicos de sucesso, os terapeutas vão apresentando. Então, é uma cultura que a gente tem. Treinamento técnico para os pais também, aqui de fono, no caso. Então, é importante. A gente acredita muito nesse formato, como eu falei para vocês. E é isso, né? Eu acho que os caminhos para a inclusão é ter momentos como esse, que a gente está aqui. [01:00:16] podendo trocar de uma forma mais íntima algumas informações, vocês poderem conversar e saber o que existe. E a gente está à disposição para o que vocês precisarem saber, dúvidas, se quiser conhecer, marca com a gente também. Nossa, eu estou encantada. Por um momento, durante a apresentação, eu fiquei me perguntando, será que eu estou sonhando? Ou isso existe? [01:00:43] Eu não sabia que era tão incrível o trabalho que vocês faziam. Eu estou com uma grata surpresa e, ao mesmo tempo, uma tristeza muito grande de que isso é uma... [01:00:56] imensa minoria, assim, que tem acesso e que tudo que eu conheço aqui da Embaixada Santista que eu acho que é bom, agora eu tive certeza que não é bom. E um desespero de como é que eu faço para os meus pacientes acessar esse tipo de tratamento, como que a gente, assim, claro, né, a gente não consegue resolver, eu sempre falo para os meus mentorados, né. [01:01:22] Não adianta entrar em desespero, que a gente não vai resolver tudo, não vai mesmo, não estamos aqui... [01:01:28] nem para resolver tudo. A gente precisa informar, orientar, permitir o acesso. Mas eu fiquei muito feliz de saber que tem tantas pessoas que trabalham com amor e que existe isso. É incrível. E me fala uma coisa. Qual a idade que vocês trabalham? Qual a idade mínima e a idade máxima? Só peguei bebê de seis meses. Estou com uma leva de um ano, um ano e seis. [01:01:53] E começa a intervenção e eles... É impressionante, né? Intervenção precoce, eles têm um boom, assim, realmente assustador. Assustador. Então, a gente pega de qualquer idade. Lógico que quando é bebê, seis meses, tem os horários, né? Não vai conseguir fazer várias horas, vai fazer uma horinha, vai ter que voltar, vai voltar no final do dia, porque não fica tanto tempo acordado. Seis meses já fica um pouquinho mais, mas... [01:02:19] Enfim, uma hora já cansa muito, a criança não adianta fazer duas horas seguidas. A gente vai respeitando esse ritmo também. Tudo isso tem que ser olhado com cuidado. A gente, eu e minha sócia, a gente foi muito para centros fora do Brasil. A gente fez treinamento fora, em vários centros de autismo. Então, isso também deu um background importante para a gente, em termos de conhecimento, de visão do que existe. [01:02:45] Inclusive, eu tenho alguns pacientes que falam, nossa, eu fui para fora, mas depois que eu descobri aqui, eu não preciso ir mais. E eu sou de outro estado, quer dizer, eu pego uma ponte aérea e eu estou em duas horas, eu estou lá com a minha família. Não tem toda aquela questão de ir para fora. A gente tem muita consultoria, por incrível que pareça, para fora do Brasil e para todos os estados aqui, praticamente, do Brasil, a gente atende. Então, a gente tem crianças que vêm e ficam um mês. [01:03:13] e depois a gente faz consultoria online, tem criança que vem só para avaliação, criança eu falo assim, que é modo de falar, mas criança, adolescente, adulto, vem só para avaliação, e a gente avalia e vê o que precisa, e treina a equipe de lá, faz análise de sessão por vídeo, ou na hora que está acontecendo mesmo. Então, por exemplo, eu estou recebendo agora uma família de Angola, que eles iam para Portugal para fazer o atendimento. [01:03:43] E eles nunca foram treinados. E a mãe começou a sentir falta disso. E quando eles voltavam para Angola, não tem profissionais. Então, ela vai vir para cá. Ela vai ficar dois meses nas férias do filho. E a gente vai treiná-la. A gente vai dar tanto curso técnico para ela, quanto ela vai entrar nos atendimentos para a gente modelar o comportamento dela para quando ela voltar, ela aplicar em casa. Porque ela mora num lugar que ela tem condição e ela não tem quem faça. [01:04:10] Então, olha só que loucura, né? E isso a gente já fez também para uma família de Londres, a mesma coisa, o serviço é público lá, e fila de espera três anos, e o pai foi transferido, a mãe falou, eu não tenho como esperar três anos, ele está com sete anos, eu não posso esperar. Então, ele já era paciente nosso esse, no caso. A gente treinou, colocou ela para dentro das sessões todas, treinamos bastante, e depois a gente assistia vídeo dela, fazia reunião sozinha com ela. [01:04:39] Nós fizemos várias sessões dela em sessão com ele, ela ficava com fone de ouvido e ia seguindo as nossas instruções. Então, assim, a gente se adapta ao que dá. Acho que a gente que é da área da saúde, a gente tem esse perfil de tentar fazer o máximo que dá com o recurso que a gente tem, que essa é a verdade, né? É isso. Pergunta, mais pergunta que eu quero fazer. Tá, aceita ou mente? [01:05:06] Aí, por exemplo, a minha família tem Bradesco e ela quer fazer aí com você. Pode fazer. Vai pedir, provavelmente ela vai ter que pagar e pedir o reembolso. Pagar e pedir o reembolso. Que é o que a maioria das famílias fazem, né? E a questão, por exemplo, de... Vai, o plano não trabalha com reembolso. Por liminar, fazer a Bradesco pagar, existe isso? Existe, eu tenho vários casos judicializados, vários. [01:05:38] Vários. E aí a gente tem que analisar cada caso, porque não é uma regra geral, mas a gente tem vários casos, tem consultoria jurídica também. Consultoria jurídica. Isso é importante para orientar. Isso é muito importante. Sim, porque é a maioria. Exatamente. Outra pergunta, o que é gameterapia? Gameterapia é uma terapia que a gente trabalha... [01:06:04] Toda a parte de atenção, foco, muito usada para TDAH. Então, desde essa parte atencional, função executiva, como também a parte motora. Então, muitas vezes para adolescente é difícil você fazer uma sessão de TO mais tradicional. Você vai para a gameterapia. A gente tem um apartamento, esqueci de falar isso para vocês, a gente tem um apartamento dentro da clínica. [01:06:29] Onde a gente tem sala, tem cozinha, tem banheiro. Então eles ajudam, eles montam cama, eles lavam roupa, eles estendem roupa. Então a gente tem tudo isso lá dentro também. Tá. Mas aí são quais games esses? O quê? Essa game terapia. [01:06:54] É um Xbox? É um software diferente? Se eu não me engano, eu não sou muito tecnológica nesse ponto. Mas se eu não me engano, é um Nintendo que tem lá. Não sei exatamente. Posso estar falando errado, mas tem uns jogos específicos. Tem uns jogos específicos. Eu já tinha visto sobre isso. E que tem até evidência científica, né? É. [01:07:16] E a pet terapia? Que pet? Para quem? Então, a pet terapia a gente usa muito para trabalhar motivação, interesse. Então, dar instrução para o cachorro, para o cachorro seguir a instrução. Então, é uma forma da criança generalizar o que ela está aprendendo. Senta, levanta, vem cá, pega a bolinha. Então, você está trabalhando coordenação visomotora, você está trabalhando instrução. [01:07:42] Você está trabalhando. Ela pegar um objeto e jogar. E de uma forma super gostosa. Eles adoram. Eu estou desesperada. Você explodiu a minha mente. É porque assim, gente. Não dá mais para a gente fazer aquele tratamento mais convencional. As crianças não aguentam. Ninguém aguenta. Os pais não aguentam. A criança não aguenta. Os médicos não aguentam. Mas é o que tem. O duro é que... [01:08:10] É uma realidade, infelizmente, para poucos, porque isso custa. Tudo isso custa, não tem jeito. O profissional que eu tenho lá é um profissional caro. É um profissional que a gente investe muito em treinamento, muito, muito. Então, é um profissional mais sênior já. Tenho também recém-formados, tenho, mas, assim, é toda uma estrutura que a gente tem também ali. O nosso valor não é exorbitante nem nada, mas, assim... [01:08:38] Eu acho que qualquer tratamento ABA que a pessoa tiver que pagar do bolso vai ser exorbitante. Acima de 12, 15 mil, não tem. É, se você colocar 10 horas semanais, já são 40 no mês. E 10 horas semanais, vamos lá, para o nível 2, 3 de suporte, a gente sabe que é difícil. E a gente tem muito esse cuidado, viu? A gente não trabalha com pacote e as horas a gente põe, assim, justo o que precisa. E a gente também... [01:09:06] Tem vários casos que a gente dá alta. Tem casos que eu dou alta de uma área e não de outras. A gente tem sempre esse olhar. Então isso é bem importante. Tá bom. Eu tô muito agoniada aqui. Mas eu tô feliz porque eu já tô pensando em muitas crianças. Em muitas. Que eu tenho certeza que vai conseguir acessar. Nem que seja essa questão de vai um mês. De consultoria. Faz um tempo e vão. Isso. [01:09:35] Eu recebo muita criança em julho e janeiro. Sim. Julho e janeiro, bastante. E aí as famílias aproveitam. Querendo ou não, São Paulo é um lugar que tem praia e tal, mas tem bastante atividade pra criança também. A gente analisa quanto que essa criança aguenta, se são quatro horas por dia, se são duas, se são três, se são oito. Não tem assim, tem que ser oito horas por dia, não. Cada caso é um caso. Eu vou entender a rotina dessa criança, qual que é a expectativa. [01:10:03] Não é assim. Então, isso tudo passa por mim, tá? Eu tenho esse cuidado mesmo. Tá bom. Pessoal, vou abrir, então, para os mentorados. Abram o vídeo, conversem com a doutora, façam perguntas, se apresentem, tá? Fala de onde vocês são e aproveita aqui o momento de vocês com ela, que isso é algo muito precioso para a nossa profissão e para nós como seres humanos. [01:10:32] Olá, Marina, meu nome é Rocha, eu sou médico que trabalha, pediatra, mentorado da doutora Karen, trabalho no Rio Grande do Sul. Médico pediatra. Exatamente, e que tem trabalhado desde que entrei na mentoria com o transtorno do neurodesenvolvimento. E eu estava falando no começo da nossa aula hoje, que eu tenho focado, principalmente foi um checklist que a doutora Karen [01:11:02] desenvolveu, que é um checklist para bebês, onde busca-se fazer um diagnóstico precoce. Eu tenho aplicado bastante e tenho tido muita satisfação em trabalhar com ele. A minha pergunta é assim, para nós que estamos, e primeiramente, muito obrigado pela explicação, realmente maravilhoso o teu centro. Quando eu tiver a oportunidade, gostaria de conhecer pessoalmente. Nos avisem. [01:11:30] E depois puder compartilhar esse contato que a gente poderia marcar uma visita. Seria muito gratificante. Eu vou pegar no grupo e vou mandar aqui para vocês. Acho que talvez seja a pergunta da doutora Ana Luíza também e outros. Nós que estamos em locais mais longe de São Paulo e que vemos isso e... [01:11:51] e que pensamos assim, poxa, como é que nós vamos, poderíamos, alguma possibilidade de acessar esse serviço tão maravilhoso que você tem oferecido? Como é que nós poderíamos fazer? Existe alguma forma que isso poderia ser feito totalmente à distância ou tem que ser presencial pelo menos em um momento? [01:12:14] Junto com isso, outra pergunta, vocês conseguem trabalhar em outros idiomas também? Francês, espanhol, inglês, tem tido essa experiência? Inglês. Inglês e o português de Portugal, por enquanto. A gente tem trabalhado com, a gente está recebendo alguns casos de escola bilingüe, de escola bilingüe não, escola internacional. [01:12:39] Então, a gente tem feito atendimento, assim, é um pouco mais complexo, porque tem as questões da língua, mas tem funcionado. Eu acho que a forma é essa, através da consultoria mesmo. A consultoria, veja, a gente tem que trabalhar também com a realidade da família. A família não, ela consegue pagar ali um valor da consultoria online, mas ela não consegue vir agora, ela consegue vir no final do ano. A gente vai fazer... [01:13:07] Eu não vou aplicar um Vibimap, mas eu vou fazer algumas avaliações em vídeo, vou pedir para o terapeuta ou para a mãe pedir algumas coisas e vou avaliar se eu consigo começar algum trabalho online ou não. A realidade que a gente vê é que a maioria dos trabalhos fora de São Paulo, eles são todos multidisciplinares e não interdisciplinares. Então, a criança vai para a T.O., depois vai para outro canto na Fono e ninguém se fala, gente. [01:13:37] É uma loucura, ninguém se fala, a criança fica ali, um fazendo uma coisa, o outro fazendo outra. Essas mães, elas ficam assim, se já é difícil ter um filho com autismo, elas ficam completamente exauridas, porque elas acabam fazendo esse papel de supervisão sem ter o conhecimento técnico e sem a mãe, o que é praticamente impossível. Então, o nosso trabalho, muitas vezes, é organizar a equipe. [01:14:05] Você vai querer continuar trabalhando com a equipe isolada? Ok. É o que você tem aí? Não tem outra forma? Ok. Mas então deixa a gente fazer a gestão desse time. A gente faz reunião com o time todo, semanal. A gente organiza. Então vamos fazer um pay único com essa criança. Vamos agora, qual que é a meta? A gente organiza a casa, essa é a verdade. E a gente também... [01:14:28] dar padrões internacionais para eles, porque eles não usam protocolos avaliados, muitas vezes. Então, o nosso papel entra como um papel de gestor clínico mesmo para organizar esse tratamento. Acho que o primeiro ponto, quando a gente recebe um cliente de fora, primeiro eu gosto de escutar a família, ver o que a família traz. Peço sempre os últimos relatórios, para eu já ter uma ideia do que está sendo feito, qual o padrão do relatório, qual o padrão da avaliação, o quão profundo está, isso diz muito. [01:14:57] Vocês devem avaliar isso também. Se tem um caso X e a medicação está sendo Y e vocês sabem que não deveria ser Y, vocês já têm uma noção do que está sendo feito. Então, para a gente é a mesma coisa. Essa análise documental também é muito importante para fazer esse serviço. E isso tem funcionado bastante, esses casos de consultoria. Tem funcionado bastante. [01:15:22] Ok, obrigada, doutora Marina, porque essa é a nossa dificuldade no dia a dia. A gente vê um trabalho muito heterogêneo. [01:15:30] E cada um dando um tiro para um lado e a gente vê que não atinge aquela qualidade. Eu, pelo menos, acho que quando foge de certos eixos no Brasil, sem diminuir nenhuma cidade, mas aumentando alguns eixos onde tem uma qualidade maior, a gente percebe que fica muito deficiente e a gente não vê aquele avanço. [01:15:53] E falta esse trabalho de coordenação mesmo. Vocês, enquanto médico, né? Vocês têm um poder gigantesco, né, gente? Porque, assim, o que vocês falam é lei. Então, acho que o fato de vocês estarem aqui se aprimorando, entendendo, lógico, né? Vocês têm muitos anos de experiência, mas vendo o quão importante é o papel de vocês e sabendo que existe, a Karen trazendo coisas diferentes, né? [01:16:23] traga semanalmente aí pra vocês, é muito importante, porque às vezes é uma vida, né, que tá ali, é uma família que consegue fazer isso. Eu já tive famílias que vieram ficar um mês e viu um avanço, falou, não, posso ficar mais, posso estender mais um mês? Pode. Deu dois meses, tava quase terminando, posso ficar mais um mês? Deixa eu ver se eu tenho agenda, pode. Deu três meses, ela falou, eu vou ficar até o final do ano. Ficou seis meses. Quando chegou o final do ano, ela falou assim, olha, eu conversei muito com meu marido, a gente decidiu, vou mudar. [01:16:52] Mas eu já tive várias famílias. Marina, eu acho que muita coisa é questão de prioridade. Claro, assim, não tô falando que isso é de todo mundo, mas muitas pessoas, assim, sabe? Olha, uma vez eu recebi uma moça no meu consultório e ela queria, porque queria, que eu desse o diagnóstico de autismo pra uma criança que pra mim não era autismo mesmo, apliquei vários testes, cara, não é. [01:17:19] tem reciprocidade aqui, socioemocional, isso aqui tá em outra casa, e ela querendo me convencer, veio com vários argumentos. A gente também recebe casos assim, tá? Aí, no fim das contas, eu falei assim, olha, o laudo diagnóstico eu não vou te dar, eu quero saber como eu posso te ajudar nesse momento de verdade, eu vou encaminhar ele pra terapia e tudo, mas eu quero poder entender mais dessa insistência. Aí ela fez assim, é que eu queria mesmo, [01:17:48] o LOAS, o BPC LOAS, porque ia me ajudar, não sei o que. Eu falei, você não consegue não, doutora? Então, isso eu não consigo. Consigo te ajudar aqui, encaminhando e tal, entrando em contato com a escola, mas isso eu não vou conseguir. Tá bom, segura. Passou um tempo, aí como ela me segue no Instagram... [01:18:08] e eu guardei ali o rostinho dela, eu vi o story passando, cliquei pra ver como é que tá a criança, ela nunca mais voltou, ficou brava, me xingou lá na rede social, um montão de coisa. Aí eu cliquei no story, você não vai acreditar. Ela todinha operada, de cima a baixo, com o cirurgião mais caro que tem aqui em Santos. O mais caro. Aquele que vai uma mama que um cobra 15, esse a mama é 45. Ela fez inteira. [01:18:38] De cabo a rabo. Mas tava na consulta falando pra mim que queria o BPC Loas da criança, entende? Então, a pessoa tem as prioridades da vida dela, entende? Porque eu imagino que ela não seja rica, mas que ela fez aquela vaquinha pra ela conseguir operar com o melhor cirurgião que tinha. Então, sabe, tem família que não consegue pagar fono, que tem prompt, que tem tudo lá pra partir da fala. [01:19:03] Mas paga viagem, paga um montão de coisa, faz a cirurgia plástica, vive com o cilhão, com a unha, está em dia. Mas se deixasse de fazer isso, ia fazendo uma vaquinha, conseguia fazer. Então, a questão da consultoria é muito legal, é muito interessante para abrir os olhos e aí a família decide o que é importante para eles ou não. Eu acho que isso acontece muito. Inclusive, nós somos uma clínica super séria, eu não divido nota. [01:19:31] Não divido notas, se faz sessão de forno, é de forno que eu dou, não tem essa de fazer sessão de forno e lançar, eu não faço. Então, isso é uma coisa que eu gosto sempre de deixar claro, porque na hora que a corda estoura, não estoura para todo mundo, mas principalmente para o empresário, né? Então, a gente que já é da área da saúde, a gente é muito certinho com tudo isso. E acontece, né? A gente vê aí cada escândalo de clínica, por que os convênios também fecharam o cerco? Porque o pessoal também abusou. [01:20:00] O pessoal também começou a fazer coisa, tem dono de clínica no ABC que anda com tornozeleira eletrônica. Gente, é um absurdo um negócio desse. Roubou bilhões, bilhões, ia na fila do SUS e pagava para as pessoas um fim mensal para emitir nota no nome da pessoa, dava metade da nota para a pessoa. Quer dizer, uma vergonha, uma vergonha. Então, infelizmente, quem faz certo acaba... [01:20:28] Sendo prejudicado, porque hoje é uma burocracia, né? A gente orienta como que eles devem mandar. Lógico, a gente dá suporte. Olha, manda sim, sempre mande o laudo médico junto com a nota, né? Dicas, a gente dá dicas, mas a gente é bem criterioso com esse tipo de coisa, porque a gente está literalmente ali na frente, né? De todo mundo. Pessoal, mais alguém? [01:20:58] Oi Marina, tudo bem? Oi. Eu queria te perguntar uma coisa. Fala de onde você é, Ana. Eu moro no interior, bem no interior da Bahia. E aqui a minha realidade, acho que talvez seja uma das piores aí do grupo. Porque aqui a gente tem uma carência, aqui é bem difícil. Aqui a gente tem uma carência de profissional na rede pública e privada. [01:21:27] Todos os setores. Nem se a pessoa tiver disponibilidade, ela vai achar. Se ela tiver condições financeiras, ela vai conseguir ter um serviço de excelência. E de excelência não precisa nem tanto, mas um serviço intermediário. Qual cidade que é? Excelência, eu sou de Santana, na Bahia. Tá. E vendo você falar ali... [01:21:52] que eu falo assim, né, eu sempre incentivo o pessoal daqui, é fono, é físico, é psíquico, todo mundo, eu incentivo para eles buscarem fazer curso, se atualizarem, procurar aprender, para melhorar a nossa cidade, para a gente oportunizar um serviço melhor, né, para a população, seja pelo SUS, seja a rede privada, eu trabalho nos dois setores, então, assim, para mim, eu queria que... [01:22:21] tivesse acesso, que a família tivesse acesso, né? Se vai ser público, se vai ser particular, não tô nem nesse questionamento. E eu te falo assim, vocês não trabalham diante de tanto aprendizado que vocês têm, de tanta experiência, de tanta expertise, vocês não fazem treinamento de equipe, não, assim, não é pra família, é pra equipe. Então, hoje eu tenho um grupo de físio, fono e psico que está... [01:22:49] disponível e tem condições de pagar esse treinamento pela carga horária que vocês oferecerem, para a gente poder trazer isso para cá, seja no público, no privado, alguma coisa nesse sentido, não? Você tem uma equipe de profissão? Eu não tenho. Eu tenho pessoas na minha cidade que na minha clínica não tem. Eu encaminho hoje para colegas lá, mas assim, eu não tenho esse retorno que eu vejo o Karen ter, por exemplo. [01:23:19] É porque, às vezes, a frequência não é também a ideal. É como você falou, eles não trabalham de forma interdisciplinar. Isso também acho que impacta muito no resultado. Mas, assim, a ideia era eu chamar as pessoas que eu referencio hoje, a Físio, Marcela, Teó, a Teó, que é Larissa. Eu falo assim, o pessoal tem lá. Minhas idades não tem muita gente. Entendeu? [01:23:46] a psico e a Jaane, que é a fono. Psicóloga que mais tem. E aí a gente convence e psicopedagogo também tem. Agora, o restante é um mesmo. E aí, pra cidade toda, de 40 mil habitantes. Nossa, só tem isso de profissional? É, tem um ATO, um afísio, [01:24:11] que eu converse com elas, assim, sempre a gente se reúne para conversar um pouco, eu tento incentivá-las a buscar, porque assim, eu não trabalho só com essa área, eu sou neo de formação, eu trabalho com UTI, eu amo o que eu faço, mas houve uma necessidade de eu ajudar a cidade tendo que estudar um pouco essa área, porque assim, eu faço muita poericultura. [01:24:34] Minha maior necessidade era identificação precoce. Eu sempre queria dar diagnóstico precoce e encaminhar. Se tivesse um neuropediatra na minha cidade que eu pudesse encaminhar para eu ter um laudo bom. Mas, assim, é carente. É bem carente. Meu Deus. Eu sou tudo. Eu sou emergencista. Eu faço sala de parto. Eu sou neo. Eu sou a única pede da cidade. Então, qualquer urgência que tem... [01:24:59] É para a Ana Luísa que ligam. Ou vão para a minha porta tocar a minha campainha. Meu Deus. Minha realidade não é fácil, não. Ainda sou mãe de duas. E ainda tem diagnóstico de TDAH, né, Karen? Com certeza. E altas habilidades, com certeza. Não tenho dúvida disso. Primeiro, parabéns no trabalho que você faz. Tirar o chapéu, porque... [01:25:26] É uma carência mesmo de profissional. Nossa, fiquei chocada aqui. Você sabe quando eu viajo para o interior, Brasil afora, principalmente Bahia, a polícia gosta muito de ir para Bahia, para a praia, enfim. Cidades do Nordeste a gente vê o nível de pobreza. A gente não consegue nem falar de intervenção, porque é um nível tão precário, básico, que não dá nem para chegar nisso. Olha, eu tenho um maior interesse, acho que até um... [01:25:56] uma questão social, né, de receber, geralmente a gente faz para outros estados esse trabalho, aqui em São Paulo não, mas tem o maior interesse em receber, montar um programa para vocês, de curso, a gente pode fazer um tanto online, um tanto presencial também, para quando vocês vierem, se colocarem um pouco a mão na massa, acho que dá para... [01:26:20] Para formar e, sobretudo, pensar num modelo para vocês aprenderem e depois formarem outras pessoas. Usar o tempo de vocês para poder multiplicar. Então, passar o nosso modelo, ele tem... É um modelo que dá para replicar. Porque eu acho que é... Não sei, pelo que eu estou entendendo, vocês todas têm essa visão de tentar... [01:26:40] A minha ideia é essa, sabe? Eu falo muito porque, assim, politicamente, a minha família é muito envolvida. E eu brigo por essa causa. Eu luto por essa causa, sabe? Eu queria muito... Você é mãe atípica? Eu sou mãe de uma criança que a Karen conhece, uma criança que tem TDAH. É um TDAH bem leve, né, Karen? É, mas ela é neurotípica. É neurodivergente. [01:27:07] Mas não é um autismo, né? Não, não. Minha cidade é uma cidade que a extensão territorial é muito grande. Então, eu tenho regiões aqui que fica 200 km da sede. E aí, eu tenho crianças que são até nível 3 com DI. [01:27:32] E ela não consegue fazer uma terapia, porque ela fica a 200km da sede, ela não tem dinheiro pra pagar o transporte pra vir fazer uma terapia uma vez na semana. Uma vez na semana. Então, assim, é uma coisa assim, gente, que me desanima, porque eu não consigo ver esse resultado, sabe? Aí eu falo assim, gente, eu tenho que entrar na política pra convencer essas pessoas que tem que investir. [01:28:01] A sua família é da política aí? Minha família é. E eu sou angustiada com essa situação, porque eu não consigo. Nossa, maravilhoso. Se a gente conseguir fazer algo em termos públicos, melhor ainda. Porque aí você realmente faz um programa para... [01:28:19] Para a cidade mesmo, né? Todas essas pessoas, elas trabalham na rede pública e privada. Todas elas. Elas têm a clínica onde elas atendem e elas também trabalham no SUS. Até porque eu converso com elas. Então, quando a Físio quis sair, eu fui conversar com ela. Marcela, você não pode fazer isso. Pelo amor de Deus. Porque você é a única pessoa. Na reunião que eu estava anterior, eu estava até falando. [01:28:45] com pessoal de outro estado, lá de Minas, uma cidade, com a mesma questão, a mesma questão. E aí a gente vai montar um projeto, já está encaminhado, para a gente fazer algo nesse nível, que envolva uma questão de saúde pública mesmo, para a gente conseguir potencializar e que mais pessoas tenham acesso. [01:29:12] Porque a gente pode treinar vocês, mas se a gente faz algo em um nível público, você tem uma abrangência muito maior. Então, a gente está ajudando eles a estruturar todo o serviço com os recursos que eles têm e com os profissionais que eles têm, mas não vai ser a formar e nem é essa a nossa ideia, mas é usar o melhor recurso possível com a situação que eles têm. A gente, bem ou mal, aqui em São Paulo, a gente não tem esse tipo de problema. [01:29:41] Assim, não é terapia de terceira geração, nada disso, não é terapia com evidência científica, mas bem ou mal a gente tem um CAPS para encaminhar. Bem ou mal, né? Mas nem psiquiatra atende, porque não tem... Exato, você não tem psiquiatra, gente, você não tem avaliação de bebê. Quantas vidas, gente, intervenção precoce, meu Deus, a gente vê eles aprendem tão rápido, tão rápido. [01:30:11] É uma judiação. A gente que trabalha na área da saúde, eu fico muito desesperada quando eu ouço essas coisas, porque a gente fica agoniada, a gente sabe o que a gente pode fazer, a gente pode ajudar, mas a gente não tem braço. Mas se você tem esse contato e consegue viabilizar, eu acho que é fantástico. A Karen também é médica, pode auxiliar. Enfim, eu acho que equipe daqui a gente vai ter para fazer isso. [01:30:37] Eu vou conversar, vou fazer assim, vou conversar com elas e aí eu dou um retorno pra Karen e aí a gente faz essa ponte, se der certo. Eu vou deixar o meu telefone pessoal aqui no grupo pra vocês, tá bom? Peço pra vocês não passarem pra ninguém, assim, vocês são da confiança da Karen, tem um contato próximo com ela e vocês querendo podem me chamar, se quiser chamar agora a gente já salva o telefone, a gente vai se falando, tá? José, que eu falei, Ana Luísa. Obrigada. [01:31:06] Espero poder ajudar a Ana Luísa. Tadinha, ela está lá no hospital trabalhando. Estou na outra sala. Oh, meu Deus, bom trabalho. Obrigada. E, doutora Marina, bom, a doutora Fernanda vai falar, mas só uma perguntinha. Você falou que tem um bebê de seis meses. Eu queria saber, assim, um panorama geral. O quanto que os bebês estão chegando para você? Bebê abaixo aí de 18 meses mesmo, tá? [01:31:32] E quem é que está encaminhando? Se são os pais que estão vendo e vai por conta, se é o pediatra que já consegue ver, se tem que ser o neuro, o panorama seu, assim, quem está chegando? A minha experiência clínica, os pais, como esse bebê que chegou agora, que está com dois anos e meio, chegou com um ano e meio, a mãe veio com a queixa do irmão, a gente estava fechando a avaliação, estava na devolutiva da avaliação do irmão e o pai começou a falar, porque a irmãzinha dele... [01:32:01] Não faz isso, não faz aquilo. Isso às vezes me preocupa. Os pais são médicos. A menina não fazia nada com um ano e meio. Eu já falei isso, isso. Fui batendo o VibMap ali, né? Falei, olha, vamos avaliar ela? Ah, que eu não tenho diagnóstico. Falei, não precisa ter. Vamos avaliar ela. Vamos ver. Porque eu estou achando estranho algumas habilidades que você está falando que ela não tem. Ela já deveria ter. Não apontava. [01:32:28] não compartilhava atenção, avaliamos. Bom, deu super abaixo do esperado para a idade dela. E aí ninguém quer fechar o diagnóstico, porque é muito bebê. Ninguém quer fechar o diagnóstico. E aí eu falei para eles, olha, é o seguinte, se ela tivesse o diagnóstico, o médico ia mandar começar a intervenção. Ela tendo ou não a intervenção, vai ser algo que vai estimular. Não é uma intervenção medicamentosa. [01:32:58] você vai dar mais estímulo para o seu bebê. Não tem contraindicação para você fazer isso. Eu te oriento, a minha indicação é que você comece a intervenção. E ela era bebê, dormia alguns horários, a gente começou. Essa menina deu um boom. Ela está no espectro, claramente ela está no espectro. Está com dois anos e meio e os pais levaram de novo, ninguém quis fechar. [01:33:23] Mas falaram que tem muitos sintomas, muitas características. É um bebê muito pequeno, né? É difícil mesmo fechar. Não que o médico não tenha visto. Eu acho que o médico até viu. Mas como ela está em intervenção, é assim, aquele viu. Eu sei que tem déficit, mas será que vai para um autismo mesmo ou não? Eu acho que ela vai pelas características dela. Mas não sou médica, não posso diagnosticar. Então... [01:33:47] A gente vê muito nessas conversas. Eu acho que ainda é muito... Eu acho não. Pelo que a gente vê ali, é muito a família que percebe alguma coisa diferente. Só que como não tem a chancela dos pais, geralmente não começa a intervenção. Esses pais começaram porque são médicos. É um outro nível de conhecimento. Mas geralmente não começa, não. E é justamente o score baldinho que a doutora Karen desenvolveu que tem treinado os médicos na mentoria dela para fazer esse diagnóstico. [01:34:18] Então, acho que em cada lugar que tiver um médico da mentoria da doutora Kari, acho que tu pode estar fazendo uma parceria. Creio que a doutora Kari estaria de acordo, porque é algo que ela tem nos ensinado bastante, esse foco de ver as alterações nas crianças abaixo do M-chat. [01:34:38] que a gente acaba identificando ali, às vezes, entre nove e quinze meses. E, às vezes, aquela criança que está com dez meses e está com toda a pinta de ser um TEA mesmo. E aí precisa de intervenção precoce. Ninguém tem coragem de laudar, mas tem que laudar alguma coisa, pelo menos para que ela possa fazer a intervenção o mais rápido possível e ter o melhor prognóstico e menos repercussão negativa. Com certeza. [01:35:08] Eu vou até, depois eu vou conversar com a doutora Marina para mostrar para ela o trabalho que a gente tem feito de intervenção precoce. Acho que ela vai gostar bastante. Que legal. Ai, gente, vocês podiam combinar. Não está todo mundo em Santos, só a Karen, né? O que você queria? Eu ia falar para combinar um dia vocês virem aqui, mas não estão tão perto. A Ana Luísa está na Bahia, o José não lembro, ele falou. Eu estou em Guaíba. [01:35:34] Nós vamos no dia 22 e dia 23 agora para o congresso da SBN. Alguns de nós poderíamos marcar de lá. Gente, na imersão a gente pode pensar em algo. Depois a gente pensa juntos na imersão que muitos de vocês veem. E aí, de repente, a gente convida a doutora Marina. Gente, a gente pode fazer essa imersão, se você quiser, lá na nossa clínica. Você usa o nosso auditório, você usa o que você precisar. Ah, Marina, eu vou usar o dia inteiro. Pode usar lá. [01:36:02] Eu converso um pouco com eles, não vou atrapalhar vocês, a gente sai para almoçar. Fico à disposição de vocês. A gente também, Karen, a gente pode pensar, aproveitar, já que estarão aqui, eu sou cheia de ideias, tá, gente? Depois eu fico me matando para fazer tudo acontecer, mas eu gosto disso. A gente aproveitar para eles verem em loco os atendimentos, eles verem... A gente pode explicar, a gente ficou interessado no programa DAP. [01:36:31] O que seria? Como que é esse programa? Nunca ouvi falar, tal. A gente faz uma palestra sobre isso. Ah, eu queria saber sobre os protocolos, as diferenças. A gente faz uma palestra sobre as diferenças de protocolo. Vê quais são as dores, o que mais pega para vocês. E a gente faz. Já que vocês vão estar aqui, já vão estar com custo, eu acho que vai ser super legal. Vai ser bacana. [01:36:55] A imersão, ela acontece aqui em Santos, porque o que acontece? Eu levo uma criança pra ser diagnosticada. Eu entro em contato com alguém do SUS ou escolas e falo, arruma pra mim uma criança que vocês estão vendo que tem alguma coisa. Aí eu levo pra eles e a gente avalia essa criança junto com a família e tal. Então, acho que essa parte é mais difícil por causa mais da criança. [01:37:21] Então, a imersão acaba sendo o dia inteiro, tudo. Mas a gente pode, sim, marcar de fazer alguma coisa. Eu acho que a gente deve fazer isso. Pensa o que cabe dentro do seu escopo aí. Estou dando ideias aqui. Sim, eu já anotei várias coisas aqui. Parece eu. A gente vai anotar, depois você fala, ai meu Deus, onde que eu começo, né? É assim, né? [01:37:48] Doutora Fernanda, quer falar alguma coisinha? É breve. Marina, muito obrigada. Fiquei encantada também. Parabéns pelo trabalho. Eu queria fazer duas perguntas rápidas. A primeira, o seu corpo clínico, médico, que está lá com você, por enquanto, são todos neurologistas? Eu não tenho médico na clínica. [01:38:09] Ah, não tem médico lá. Ah, então tá. Eu não tenho médico. Minha curiosidade era se já tinha algum pediatra fazendo mais esse trabalho aí de pediatra. Eu não tenho propositalmente, porque se não eu vou arrumar médico. Como tem muita criança, cada um de um médico. Se eu tiver um médico lá, eu vou arrumar briga com todos os outros. E eu não posso arrumar briga com nenhum médico. Então, propositalmente, eu não tenho. [01:38:32] Tá bom, tá certo. Mas aí, quando vocês estão fazendo essa coordenação aí de cuidado, conversa com o médico da criança também, né? Isso. Perfeito. E outra coisa, Marina, você nos trouxe, assim, a excelência em relação à terapia, ao material humano ali, a coordenação dos profissionais, maravilhoso. Mas em relação, assim, a tecnologias, o que que você tem... [01:38:59] olhado assim como um promissor dentro do TEA e desses transtornos que vocês têm trabalhado, neuromodulação, alguma coisa assim já tem te encantado, você tem acompanhado mais de perto, pensando em colocar na clínica? Não penso em colocar isso na clínica, até porque eu preciso ter o quines de clínica médica, e a gente não tem esse quines. [01:39:28] Vocês sabem, né? Vocês são médicos. Para ter uma clínica médica, o rigor que é vigilância sanitária, que é super rigorosa, teria que ter médico, enfim. Não tenho isso no nosso esporte. Legal. Muito obrigada. Você é de onde, Fernanda? Eu sou de Santos. Ah, de Santos. Qual é a sua especialidade? Eu sou pediatra de desenvolvimento. Tá. Vocês estão aonde em Santos? Qual canal? [01:39:57] Eu moro pertinho do Canal 5 aqui. E a minha família inteira, minha mãe é Santista, a família inteira é de Santos. Minha família do lado de mãe é de Santos e minha família do lado do meu pai é do Ceará. Eles se conheceram em São Paulo. Legal. É isso aí. Muito obrigada, Marina. Obrigada a você. Eu estou perto da Avenida Anacosta, no prédio da Multimagem. A família inteira é do Canal 3. [01:40:25] Nossa, então vamos nos despedir, mas eu quero deixar a minha gratidão que é imensa. Eu amei te conhecer, amei conhecer o seu trabalho e eu tenho certeza que a gente vai mudar várias trajetórias juntas e com essa equipe maravilhosa de mentorados que eu tenho. Hoje alguns estiveram presentes aqui, mas outros acabam assistindo depois. E muito obrigada, estamos apaixonados aqui. Obrigada a vocês. [01:40:54] Fiquei muito contente de saber do seu trabalho também, esse trabalho de bastidores, que demanda tempo e energia. Você está aí com várias ideias e sempre trazendo algo mais... O calor humano e aquele cuidado com a formação de quem está aí te procurando. Muito legal. Me fala depois como eu falo para te indicar também para alguns colegas. Tá bom. Tá bom? Obrigada, gente. Boa noite para vocês. Um abraço. Obrigada. [01:41:22] Nada. Eu vou passar para você o contato do WhatsApp. Pessoal, eu vou deixar a doutora Marina e já me despedir aqui de vocês. Então, dá licença. Tchau, tchau. Obrigada, querida. Obrigada, pessoal, pelo tempo de vocês. Espero que vocês reflitam bastante. A gente pode pensar em construir. [01:41:46] Nessa primeira pessoa, como que eu posso fazer diferente aqui na minha cidade, na minha região? Então, hoje vocês são um, mas vocês podem ir capacitando pessoas, unindo, trazendo grupos de profissionais, equipe multi, para aprender mais, pensar... [01:42:08] E se eu investir nisso? E se eu montar um centro aqui, um grupo aqui, que seja para capacitar pessoas, para fazer capacitação com eles? Então, a gente começa a pensar amplamente aqui mais ao nosso entorno e aí a gente começa a fazer diferença para muitas outras famílias, através de informação, de conhecimento e de dividir o que a gente sabe, o que a gente conhece. [01:42:38] e quem a gente conhece também. Então, eu espero que vocês não se esqueçam desse trabalho que vocês viram que a Formari faz, desempenha, e que a gente pode, de uma certa forma, levar um pedaço disso para alguém. Então, boa noite, pessoal. Obrigada por vocês estarem aqui. A gente continua conversando. Estou devendo algumas coisas lá no grupo. O dia foi corrido, mas amanhã eu consigo me atualizar. Beijão, pessoal. Boa noite.